Tive a oportunidade de testar a prévia de Gears of War: E-Day, graças a um convite do Xbox Brasil e, mesmo sendo uma experiência curta, dá pra sentir o peso e a intensidade que esse novo capítulo da franquia promete entregar.
O jogo nos leva de volta ao início de tudo, ao momento exato em que a invasão Locust começa a mudar a vida de todo mundo.
O Enredo
Como a prévia foi bem curta, não tivemos muito enredo desenvolvido, mas já dá pra sentir o clima pesado da história, que acompanha justamente o começo da invasão.
Encontramos Marcus, Dom e os demais personagens ainda com trajes civis, sem as armaduras de Gears, ao lado da prefeita de Kalona, que parecem ter acabado de resgatar.
No QG, o clima é de tensão: vemos o Coronel Trench se comunicando com suas unidades enquanto a prefeita está completamente perdida, sem entender o que está acontecendo.
É nesse momento que se forma o esquadrão Bravo, do qual Marcus e Dom fazem parte. As cinemáticas ficaram muito bem feitas, principalmente nos diálogos, quando conseguimos ver as expressões dos personagens de perto.
Por se tratar do início da invasão Locust, onde haverá muitas perdas, esse jogo tem um potencial absurdo para explorar a fundo cada personagem, suas emoções e seus limites.
Logo no início, por exemplo, vemos Dom preocupado com a família, pedindo informações sobre eles.
Quem já conhece a história de Gears sabe o quanto esse momento, e não só dele, mas de vários outros personagens que ainda serão inseridos na trama, será explorado ao longo da campanha.
Gráficos
Graficamente, o jogo está insano. As cutscenes mostram um trabalho caprichado na modelagem dos personagens e nas expressões faciais, os caras arrebentaram nesse quesito.
No capítulo 2, ainda de dia, com a cidade parcialmente destruída e algumas estruturas ainda intactas, dá pra notar detalhes como o sol se escondendo entre os prédios e refletindo forte nos personagens quando aparece.
A textura e o detalhamento do cenário impressionam, e os locais com poças de água têm reflexos bem trabalhados. E olha que isso é só uma pequena amostra do que deve vir nos demais capítulos, fico só imaginando como estarão os outros ambientes.
O nível de violência gráfica também recebeu atenção especial, como a equipe já havia prometido. Inclusive, há uma opção nas configurações para ajustar a intensidade do gore.
Testei no talo, e nos momentos com a motosserra é sangue voando pra todo lado.
Vale ressaltar que joguei a prévia no PC, usando uma GeForce RTX 5080 cedida pela NVIDIA, e o resultado salta aos olhos, apesar de ser um pouco pesado ainda nessa versão em desenvolvimento.
Mesmo assim, consegui rodar tudo no ultra a 60 fps usando DLSS, que deixou tudo bonito demais e o NVIDIA Reflex, garantindo um tempo de resposta melhor nos comandos.
Já fico curioso para conferir a versão final, com os ajustes e polimentos que ainda virão até o lançamento, e também para testar como o jogo se comporta no Xbox Series X.
Gameplay
O jogo segue a fórmula conhecida da franquia: tiro, cover e a tensão característica dos confrontos contra os Locust, usando as armas do nosso exército e as roubadas dos inimigos.
Mas algumas novidades chamam atenção, como o novo botão de pulo, que permite subir em carros, saltar entre obstáculos e pular sobre buracos para acessar novas áreas do cenário.
Também foi adicionada uma nova mecânica de deslize no chão durante a corrida, útil para chegar mais rápido a um ponto de cobertura ou passar por baixo de obstáculos, como caminhões, pegando inimigos desprevenidos.
São recursos que não só expandem a mobilidade, como abrem mais oportunidades para alvejar os inimigos, pude aproveitar bem os dois ao longo da hora de campanha que joguei.
A movimentação do Marcus está mais fluida, a equipe trabalhou do zero na animação dos personagens, e isso é perceptível, mesmo com o peso natural da armadura.
Dá pra sentir esse peso e o capricho nas animações, principalmente quando ele entra em cobertura: o impacto ao bater as costas ficou bem mais trabalhado.
No tiroteio, a fórmula clássica continua presente e está bem gostosinha. Começamos com a Lancer Retro com baioneta, além de pistola e escopeta.
Do lado Locust, é possível usar a Hammerburst e um rifle com faca acoplada para ataques corpo a corpo, que usei bastante durante a prévia.
Enfrentamos até alguns Boomers, cujas armas também podem ser roubadas para uso próprio.
No ato 2, surge a icônica Lancer com motosserra, a arma mais popular da franquia, trazendo aquela nostalgia inevitável para quem acompanha a série.
Mapa e Missões Secundárias
Apesar de ser um jogo linear, seguindo o padrão clássico da franquia, o ato 2 da prévia apresenta áreas um pouco mais abertas, com diferentes caminhos para explorar.
Isso permite encarar grupos de inimigos de formas distintas, testando estratégias conforme os tipos de Locust enfrentados em cada terreno.
A exploração também recompensa com munições e colecionáveis espalhados pelo cenário.
Alguns deles trazem uma pequena história contada por um dos personagens do esquadrão Bravo, relatando algum momento de vida ligado àquele item, peguei, por exemplo, uma caixa de cereal de um jogador famoso da NFL, com direito a comentário de um dos personagens sobre a lembrança.
Como o mundo ainda não foi completamente dominado pelos Locust, também há civis para resgatar em certas áreas.
Encontrei uma missão secundária assim: dois civis presos em uma loja de conveniência, que só puderam ser resgatados após enfrentar uma onda de inimigos e descobrir como destravar as grades de segurança do local.
Esse tipo de missão promete estender bastante o tempo de campanha, com boas recompensas espalhadas por elas e a impressão é de que vão liberar recursos para upgrades de armas também.
Caixa de Armas e Upgrades
Na parte final da prévia, tivemos acesso a um depósito de suprimentos e upgrades, disponível em pontos específicos das missões para reabastecimento.
Esse depósito permite trocar de arma, o arsenal comporta um total de três, além de granadas e adicionar perks a cada uma delas, conforme vamos adquirindo ao longo da jornada.
Entre os poucos que encontrei, tem coisas bem interessantes: aumento breve de dano ao fazer uma recarga perfeita, mira adicional no rifle dos Locust e aumento no clipe de balas da pistola, entre outros.
Também é possível equipar um item tático, como um injetor de adrenalina, para usar durante o combate e certamente há mais opções reservadas para a versão final.
Impressões Finais
No fim das contas, mesmo sendo curta, adorei a experiência com a prévia de Gears of War: E-Day. O único ponto de atenção fica por conta da otimização, algo que a equipe já avisou que ainda está sendo trabalhado até o lançamento.
Estou bem empolgado para acompanhar a história completa, que promete explorar a fundo os limites emocionais de cada personagem ao longo da campanha, além de revelar que outras surpresas nos aguardam.
E, como já disse, a jogatina em si está bem gostosinha.












