Splatoon Raiders chegou ao Switch 2 e já pude jogar algumas horas de game para trazer minhas impressões. Ainda não zerei a campanha, mas já dá para sentir bem a proposta do mesmo, e olha, gostei bastante do que vi até agora.
A Proposta
Diferente dos jogos numerados da franquia, Splatoon Raiders abandona de vez o multiplayer competitivo, ou seja, o famoso modo PvP.
Aqui você assume o papel de um mecânico que acaba preso, ao lado da banda Deep Cut, em um arquipélago misterioso conhecido como Ilhas Spirhalite.
A missão é simples: explorar, lutar contra os Salmonídeos e voltar para casa cheio de tesouros.
Basicamente, é uma versão inflada do modo Salmon Run, transformada em campanha completa. E, pelo que joguei até o momento, diverte e funciona muito bem.
Vale destacar que a série sempre foi mais lembrada pelo lado competitivo, com as batalhas de tinta contra outros jogadores tendo maior destaque.
O conteúdo solo, mesmo estando presente desde o primeiro jogo, sempre ficou um pouco em segundo plano, mas presente para os jogadores mais casuais.
Splatoon Raiders parece ser a resposta da Nintendo para isso: um spin-off inteiro dedicado a essa experiência, sem distrações do modo competitivo.
A Dinâmica das Fases
Depois de algumas boas horas de jogo, posso dizer que curti bastante a dinâmica das fases. Encontramos tesouros espalhados pelo caminho que servem para upar nossas armas, adicionando perks que deixam o equipamento cada vez melhor.
As fases têm um ritmo que mistura exploração livre com combate direto.
Em alguns momentos você tem liberdade para percorrer o mapa no seu próprio tempo, procurando cristais e tesouros escondidos.
Em outros, o jogo puxa o ritmo para cima e te joga direto em confrontos mais intensos contra hordas de inimigos.
Além disso, o jogo oferece diferentes tipos de armas, cada uma funcionando melhor para um tipo de situação.
Temos desde a metralhadora de tinta padrão, pincéis que espalham mais tinta, mas consomem o tanque rapidamente, o rifle de tinta que causa um dano maior com tiro concentrado e assim por diante.
Cabe ao jogador ir testando com calma e descobrindo qual arma se encaixa melhor no seu próprio estilo de jogo. Achei esse processo de experimentação bem gostoso.
Essa variedade de armas é um dos pontos que mais me chamou atenção até agora. Não é só trocar de arma por trocar, cada uma muda de verdade a forma como você aborda um combate.
Tem arma para quem gosta de ficar na distância, tem arma para quem prefere entrar no meio da confusão. E o jogo não te obriga a escolher logo de cara, dá espaço para ir descobrindo aos poucos o que combina mais com você.
Upgrades e Bancada
Outro ponto que gostei foi a bancada de upgrades. É nela que você melhora seus equipamentos ao longo da aventura, dando aquela sensação de evolução constante, sem precisar ficar horas fazendo farm repetitivo só para conseguir um upgrade.
O sistema é bem direto: você junta os materiais durante as fases e, ao voltar para a base, transforma tudo em melhorias reais para suas armas e equipamentos.
Não tem mistério nem complicações. É simples, funcional e recompensador, exatamente o tipo de progressão que prende o jogador sem cansar, embora seja interessante analisar com calma os atualizações propostas.
Gostei bastante de sentir que cada raid concluída realmente contribui pra alguma coisa. Não é aquela sensação de grind vazio, ou seja, cada tesouro encontrado parece ter propósito.
As Boss Fights
Sobre os chefes que enfrentei até agora, não achei nenhum extremamente complicado, mas todos foram divertidos de encarar. Dá para perceber que o jogo pensa bem o design desses embates, mesmo sem ser um desafio hardcore.
Cada boss parece ter uma identidade visual e mecânica própria, o que ajuda a quebrar um pouco a repetição das fases mais comuns. São esses momentos que mais me deixaram curioso pra ver o que vem pela frente na campanha.
No geral, Splatoon Raiders tem uma progressão bem gostosa para quem busca uma diversão mais leve, com um tom cômico e, claro, bastante tinta espalhada na tela.
O Ponto Negativo
Agora, o maior problema que encontrei até aqui: o jogo não tem legendas em português do Brasil.
Para quem não domina bem o inglês, isso pode ser um baita empecilho para acompanhar a história e os diálogos entre os personagens.
É uma pena, porque o universo de Splatoon sempre teve um charme nos diálogos e na forma como os personagens interagem entre si, e a barreira do idioma acaba deixando parte disso na mão de quem não manja tanto de inglês.
Espero sinceramente que a Nintendo considere adicionar suporte no futuro, seja via atualização ou em algum patch pós-lançamento.
Conclusão
Embora eu não seja um expert em Splatoon e tenha jogado esporadicamente os anteriores, a minha experiência no Raiders até aqui tem sido positiva.
A combinação de fases variadas, armas com identidade própria e progressão recompensadora entregam uma jornada bem gostosinha de vivenciar.
Ainda mais considerando que o Switch 2 tem o modo portátil, acaba sendo uma boa se aconchegar na cama antes de dormir e espalhar tinta pelas fases e inimigos, sem a tensão do competitivo.
Splatoon Raiders já está disponível para o Nintendo Switch 2.












