Fomos convidados para a cabine de imprensa de mais um super lançamento deste que podemos dizer que é o filme mais esperado do ano: Superman.
Em um ano de grandes produções cinematográficas como “Capitão América – Admirável Mundo Novo”, “Thunderbolts” e ”Missão Impossível – O Acerto Final”, se torna difícil saber qual a mais aguardada pelos fãs. No entanto, quando se trata de Superman, é inegável que haja uma maior expectativa. Não se trata apenas de mais um filme de super herói: aqui, temos o precursor dos populares salvadores do mundo. Enquanto novos heróis surgem e as grandes desenvolvedoras extraem o máximo do gênero no cinema tornando-o quase maçante, o homem mais forte do mundo segue arrastando uma legião de fãs pelo mundo.
No entanto, a mega produção de 2025 fará jus ao legado de Superman, ou será mais um erro da DC, que vem entre altos e baixos nos últimos anos?

Marcando uma era de recomeço da DC, Superman (David Corenswet) retrata a busca do aclamado super herói pelo equilíbrio entre sua herança kryptoniana e sua afeição pela vida humana. Dirigido por James Gunn, o filme traz uma reflexão sobre os valores heroicos de Superman na sociedade. Enquanto o super homem vive para servir e proteger ao povo, Lex Luthor trama de forma maquiavélica contra o herói: ele conduz com eficácia um plano que fará com que o povo e as autoridades vejam Superman como um vilão enviado a Terra para governar e matar. Dessa forma, Lex se vê livre para eliminar o inimigo de circulação sem sofrer retaliações nem mesmo por parte do governo. É então que veremos o protagonista em uma batalha pela sua sobreviência e verdade.
Aqui, temos a inserção de outros já conhecidos personagens como Lex Luthor ( Nicholas Hoult), Lanterna Verde (Nathan Fillion), Senhor Incrível (Edi Gatheji) e Mulher Gavião (Isabela Merced). Algo que ale ressaltar sobre a inserção de tantos herois em conjunto com o protagonista é que, apesar de numerosos, o destaque ainda é dado com sobra ao Superman. No entanto, o roteiro foi bem trabalhado de forma a não apagar os “convidados”, dando a eles o exato tempo de tela para que criassem conexão com o espectador e participassem do enredo sem exageros, mas também não fossem apagados da história.
Sobre o enredo do filme, devo admitir que superou as minhas expectativas. O longa apresentou em seus primeiros minutos muito mais emoção do que vimos em muitos filmes do gênero nos últimos anos. Superman encaixa uma história atrelada a origem clássica do personagem com o acréscimo pontual de elementos críticos políticos e sociais. Tudo na medida, sem que o que realmente importa seja diluído em reflexões excessivas.

O nível de ação é altíssimo e quase constante, prendendo a atenção do espectador a cada minuto de filme: é impossível determinar um momento chave ou um clímax da obra, pois o aqui os acontecimentos se desenrolam de modo a fazer cada segundo de tela ser importante para a compreensão do enredo (sim, esqueçam as idas ao banheiro no meio da sessão).
O nível de complexidade do enredo é mediano e, acredite, isso é positivo. O roteiro não é complexo demais para que se torne confuso ou maçante, e nem simples demais para que se torne um filme bobo ou tedioso. Para complementar, o desenrolar dos fatos não deixa pontas soltas e nem incoerências.
Em alguns momentos, a ação intensa é mesclada a uma curva dramática e a uma veia cômica. No entanto, a comédia, o drama e até o breve romance contido nas cenas não chega nem perto de diluir a ação frenética contida em Superman. Além disso, é preciso que a comédia no filme funciona. Não espere piadinhas forçadas, e sim situações cômicas que ornam em perfeição com o filme.
Para falar sobre a absoluta imersão a que somos conduzidos durante todo o filme, precisamos destacar alguns elementos:
Os recursos de áudio que são destaque indo de sons de destruição ao mais absoluto silêncio do universo compactado, passando, várias vezes, por oportunos momentos em que a música tema do Superman é inserida para enfatizar o heroísmo do personagem.
O roteiro combinado a atuação, que nos proporciona uma conexão imediata com o filme e com os personagens. Os atores aqui trabalharam tão bem, que em diversos momentos o público irá se esquecer por alguns segundos que se trata de ficção. Temos grandes nomes como David Corenswet, Nathan Fillion, Edi Gatheji e Isabela Merced, e podemos vê-los executar um roteiro brilhante sem furos ou pontas soltas. No entanto, vale destacar Nicholas Hoult, que apresentou um dos melhores (senão o melhor) Lex Luthor já vistos.
Os efeitos visuais são absolutamente irretocáveis. A grandiosidade dos cenários, o potencial destrutivo em massa de cada luta, tanto para os próprios personagens quanto para a cidade. É absolutamente chocante ver inúmeros prédios sendo destruidos pela fissura aberta por Lex. Tudo aqui combina CGI de alta qualidade, cenas de luta bem coreografadas e cenários absolutamente bem feitos, tornando tudo ainda mais impressionante. Além disso, os figurinos escolhidos não poderiam ser melhores. Destaque para a roupa do protagonista, que lembra as clássicas roupas usadas pelo heroi em produções passadas. Destaque também para o trabalho de maquiagem feito em David Corenswet em cada pós luta ou até mesmo ao ser exposto a Krypta.
Quem assistir notará que o Superman vem mais humanizado, perdendo batalhas, se deixando abater em dados momentos e se colocando em uma busca perigosa atrás de um cachorrinho que estava sob seus cuidados, o Krypto. E é impossivel não mencionar o Krypto da maneira mais positiva. Pelo material de divulgação vimos um pouco dele, mas Krypto é a inserção mais acertada desse filme: ele é heroico, leal, divertido e muito, muito fofo.

Apesar de ser um exagero tratar de qualquer filme como um filme isento de erros, acredito que Superman não apenas alcança as expectativas, como supera. É um filme com nível de ação incrível, cenas de luta que nos farão não desviar o olhar da tela, e recursos visuais brilhantes que vão dos cenários grandiosos até cada detalhe da vestimenta dos personagens. Além disso, Superman mostra que não é necessário um enredo mirabolante para conquistar a atenção do público: o simples funciona, e o clássico aliado ao moderno também.
Os fãs da DC podem respirar: o possível “recomeço” demonstra absoluto respeito pela história de Superman. O misto de empolgação e preocupação que paira sobre quem carrega consigo o afeto por grandes franquias e aguarda um lançamento digno, aqui se transforma em absoluta satisfação ao contemplarmos a execução brilhante que James Gunn proporcionou a nova versão de Superman através de elementos que atuam quase como ingredientes de uma receita de família que funciona perfeitamente. Não se trata de apenas mais uma obra feita apenas para arrecadar lucro: é possível ver dedicação e amor reais em cada detalhe do filme, além do respeito notável pelas origens do heroi e pelos fãs da franquia.
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