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Home Games Análises

CONTROL Resonant | Análise

Caio Nobre por Caio Nobre
18/09/2026
em Análises, Destaque, Games, Notícias

Control Resonant é a sequência direta do primeiro jogo e nos apresenta Dylan Faden, irmão de Jesse, como novo protagonista, trazendo uma proposta bem mais ambiciosa em história, gameplay e outros quesitos.

Graças à parceria entre Nvidia Brasil e Remedy, recebi o jogo em acesso antecipado e chegou a hora de contar tudo o que achei desse novo capítulo, com calma e sem pressa, porque tem bastante coisa boa para falar.

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A História

Control Resonant se passa sete anos depois do primeiro jogo, após Jesse Faden, protagonista do game original, conseguir purificar seu irmão da influência do Ruído, a principal força antagonista da Antiga Casa.

A campanha começa com a atual diretora do DFC deixando o local às pressas para investigar um perigo ainda maior, e ela acaba desaparecendo.

Enquanto isso, o Ruído, que estava confinado, rompe sua barreira de contenção e se espalha por Manhattan, afetando a cidade e seus moradores.

O Departamento Federal de Controle, agora liderado por Jesse, mobiliza equipes em diferentes pontos da cidade para conter a ameaça e impedir que o Ruído ultrapasse os limites de Manhattan.

Em meio a isso, Dylan Faden desperta de um coma, mesmo depois de uma breve interação com a irmã logo no início do jogo, e sai em busca dela empunhando o Aberrante, a arma sobrenatural usada durante toda a campanha.

Ele encontra Zoe, agente do DFC, que explica que estão isolados em Manhattan junto com o Ruído, devido a um evento de mundo alterado que aconteceu depois da fuga da ameaça.

É esse evento que revela uma nova entidade capaz de destruir o Ruído, chamada de Padronagem.

Sem muitos recursos ou pessoas disponíveis, e mesmo temendo o passado de Dylan, o DFC decide recrutá-lo para ajudar a entender o que está acontecendo e, principalmente, descobrir o paradeiro de Jesse.

Essa é basicamente a sinopse, sem entrar em detalhes demais para evitar spoilers.

Os enredos da Remedy sempre carregam boas doses de maluquice, e aqui não é diferente. Ainda assim, achei a história melhor direcionada e mais fácil de acompanhar do que costuma ser, embora alguns pontos continuem confusos.

Ela gira bastante em torno do desaparecimento de Jesse, do que é a tal ressonância de Padronagem capaz de destruir o Ruído, e do que realmente está causando os eventos bizarros em Manhattan, além de explorar bem mais a fundo o personagem Dylan, sua personalidade, a culpa que ele sente pelo mal causado no passado e o aprofundamento do vínculo com a irmã, algo que gostei bastante de acompanhar.

Isso, somado a cenários incríveis e momentos épicos, foi um excelente fio condutor para seguir adiante na campanha.

O jogo pode ser zerado em cerca de 30 horas seguindo só a história principal, algo que eu não recomendo, ou levar 50 horas ou mais para quem quiser fazer tudo que a aventura oferece.

Um ponto muito positivo para nós, brasileiros: diferente do primeiro Control, o Resonant chega totalmente dublado em português do Brasil.

As vozes escolhidas se encaixam bem nos personagens e foram muito bem trabalhadas, com raras exceções de falas que não saem no tom esperado.

Já a modelagem dos personagens ficou um pouco aquém em comparação com a ambientação, os efeitos e o restante da produção, mas nada que comprometa a experiência de um modo geral.

Gráficos

Graficamente, o jogo está bem bonito.

As ambientações, a construção das áreas, os efeitos de iluminação e sombra e a destruição dos cenários são muito bem feitos e saltam aos olhos, principalmente na versão de PC, que testei usando uma GeForce RTX 5080 enviada pela Nvidia.

Consegui rodar o jogo com tudo no ultra, ray tracing ativado, DLSS na qualidade, frame generation em 6x e Ray Reconstruction ligado, garantindo o máximo de desempenho possível.

Durante o combate, os efeitos de explosões, poderes dos inimigos e do próprio Dylan deixam tudo ainda mais insano visualmente, e essa mistura funciona muito bem.

Vale destacar também o cuidado da Remedy com os cenários destrutíveis e os detalhes em objetos que dá para interagir, derrubar e destruir ao longo da exploração.

Gameplay

A cereja do bolo desse jogo é, sem dúvida, o gameplay, que segue um caminho bem diferente do primeiro Control.

Enquanto Jesse usava uma arma de fogo que assumia diferentes formas, além de poderes conquistados ao longo da campanha, no Resonant o combate de Dylan vai direto para a porradaria franca.

O personagem conta com um artefato paranormal chamado Aberrante, que também assume diferentes formas e muda a dinâmica do combate.

Logo no início dá para escolher entre o cutelo, arma mais equilibrada, as facas, que causam menos dano mas são mais ágeis e têm mais chance de crítico, e a foice, que causa bom dano e consegue acertar mais de um inimigo por vez graças ao alcance.

Fica a gosto do jogador escolher a que melhor combina com seu estilo para começar, já que dá para destravar as outras armas mais para frente na campanha.

Um ponto que vale reforçar como ressalva: a troca entre as armas de Dylan não acontece livremente durante o combate.

É preciso pausar o jogo, ir até o menu de equipamentos e fazer essa alternância por lá.

Acho que a Remedy poderia ter feito algo parecido com o que acontece em Devil May Cry, por exemplo, permitindo trocar de arma em tempo real durante a jogatina, possibilitando combinações diferentes no calor da luta.

Do jeito que foi implementado aqui, o jogo acaba incentivando mais um esquema de builds do que uma troca fluida.

Eu, particularmente, escolhi a foice logo de cara, porque já tinha curtido bastante o visual dela nas demonstrações de gameplay antes do lançamento.

Além das armas leves, o Aberrante tem três formas de ataque pesado: o martelo, o chicote e uma espécie de broca, cada uma com suas próprias particularidades, também à escolha do jogador.

Além da arma principal, assim como acontecia com Jesse no primeiro Control, Dylan tem seus próprios poderes, tanto de mobilidade quanto de ataque.

Dá para impulsionar a corrida para se locomover mais rápido pelos cenários, usar pulo duplo, levitar por um tempo e usar o dash, tanto para esquivar de ataques inimigos quanto para acessar áreas mais distantes, entre outras habilidades conquistadas ao longo da campanha.

E, claro, há os poderes sobrenaturais usados em combate.

Logo no início dá para escolher entre três poderes distintos, assim como acontece com as variações do Aberrante, e o jogo permite trocar esses poderes mais para frente usando um recurso específico.

Além disso, cada entidade ressonante enfrentada, ou seja, cada chefe, concede um poder diferente ao ser derrotada, permitindo combinações bem interessantes e poderosas ao longo da jornada.

É muito legal, diga-se de passagem.

O único porém é que não dá para ficar usando esses poderes o tempo todo dentro do combate, já que existe uma barra que vai sendo consumida a cada invocação e precisa ser recarregada batendo nos inimigos.

Também existem formas de acelerar essa recarga e aumentar a quantidade de poder disponível, que a gente destrava lá na parte de evolução do personagem.

Falando da jogabilidade de forma geral, ela é muito gostosinha, extremamente responsiva, flui bem e demanda boa atenção do jogador.

Mesmo sendo um jogo mais voltado à porradaria, não dá para simplesmente ficar batendo feito um maluco o tempo inteiro, principalmente quando muitos inimigos se juntam ao redor de Dylan.

Alguns possuem proteções que só quebram com ataques pesados, outros não são atordoados com facilidade, alguns voam ou fogem para atacar à distância.

A dinâmica é bem interessante e a variedade de inimigos é boa, embora possa ficar um pouco repetitiva mais para frente na campanha, já que a gente acaba enfrentando os mesmos grupos várias vezes, principalmente em missões secundárias.

Para mim, particularmente, o combate foi tão gostoso que não senti cansaço em momento nenhum.

Cada inimigo ainda possui uma barra de atordoamento, chamada de abalo dentro do jogo, que quando enche deixa ele vulnerável a uma finalização, o que também é bem legal.

O jogo pede movimentação constante e, em alguns momentos, até pensamento estratégico sobre como usar as habilidades de Dylan para acabar com os monstros mais rápido.

Por exemplo, os inimigos que vêm do mofo são bem fracos contra ataques com efeito de fogo, então vale a pena ficar atento a isso para ter vantagem durante a batalha.

Evolução: O Lapso

Um pouco mais à frente na campanha, o jogo apresenta o Lapso, uma outra dimensão que pode ser acessada a qualquer momento com Dylan.

Lá dentro existem monumentos distintos para interagir e evoluir o personagem.

O primeiro deles é focado no Aberrante, a arma principal que assume diferentes formas.

Ao acessar esse monumento, temos as formas primárias, as formas secundárias e os finalizadores de combo do Aberrante, cada um com ramificações diferentes de efeitos e movimentos que podem ser desbloqueados.

Para isso, precisamos de recursos coletados ao longo do jogo, seja vencendo inimigos mais fortes, explorando e encontrando caixas específicas, ou resolvendo alguns dos puzzles espalhados pelo mapa.

Cada desbloqueio, tanto nas formas primárias quanto nas secundárias, concede pontos de força para o Aberrante, indicados no menu por um contador e um multiplicador.

É justamente essa força que indica o quanto Dylan está ficando mais poderoso, inclusive para enfrentar inimigos com nível mais alto, já que a barra de HP deles vai de 1, 2, 3 em diante, e quando aparece uma caveirinha, é sinal de que aquele inimigo é bem forte e exige cuidado redobrado.

Quanto mais alta a força do Aberrante, mais fáceis ficam esses combates e também as lutas contra chefes.

O terceiro submenu, dos finalizadores de combo, funciona de forma parecida e traz variações bem interessantes de vale a pena explorar, também concedendo pontos de força e abrindo novas possibilidades em combate.

Outro monumento do Lapso permite escolher entre as diferentes habilidades sobrenaturais de Dylan.

Assim como acontece logo no início do jogo, é possível redefinir a escolha para experimentar outra habilidade durante o combate, e, à medida que vamos conquistando os poderes das entidades ressonantes, novos pontos vão aparecendo nesse monumento para selecionar essas habilidades, mesclando com os diferentes golpes do Aberrante e possibilitando combinações bem poderosas, seja adicionando efeitos de fogo, mofo, invocações, repulsão e muito mais.

Existe também o monumento de artefatos, que são basicamente amuletos equipáveis em Dylan e conferem vantagens, como causar mais dano quando o HP está baixo ou recuperar mais vida ao derrotar um inimigo.

Esses amuletos são descobertos durante a exploração e precisam ser craftados com recursos coletados pelo mundo.

Por fim, temos a árvore de talentos, que traz vantagens como aumentar o tempo de corrida, melhorar a recuperação de poder ao bater nos inimigos e aumentar o dano causado ao acertar um adversário pelas costas.

Diferente dos outros monumentos, aqui precisamos de pontos de talento, conquistados ao evoluir o nível das diferentes áreas do jogo, subindo esse nível ao completar atividades como missões secundárias e eliminação de grupos de inimigos.

Fora do Lapso, ainda existem lojinhas espalhadas pelos mapas para comprar recursos usados nas evoluções, incluindo formas de aumentar a barra de vida e, ao encontrar três recursos raros específicos, também a barra de poder.

Pode parecer muita informação de uma vez, mas o jogo vai apresentando tudo isso de forma gradual, e com poucas horas já estamos bem acostumados a usar cada um desses recursos.

Exploração e Missões Secundárias

Sendo um jogo com áreas mais extensas para explorar, o mapa de Control Resonant é dividido em zonas distintas, descobertas conforme avançamos nas missões.

Cada área possui portas de deslocamento rápido e várias atividades para realizar, além de níveis próprios que sobem com base nas atividades concluídas, liberando melhorias e recompensas que não estavam disponíveis antes.

Ao selecionar uma missão, o jogo aponta no mapa o local de destino, mas não traça o caminho até lá, cabendo ao jogador descobrir a rota. Achei isso muito legal.

Cheguei a me perder algumas vezes tentando encontrar o caminho certo, faltando acesso a alguma porta ou precisando descobrir uma linha de metrô para chegar em determinado ponto, mas o level design é tão bom que valeu muito a pena.

A Remedy sempre manda bem nisso, e curti demais essa parte de exploração.

Certos estabelecimentos ao longo dessas zonas também podem ser visitados, como lojas de conveniência, lavanderias e galerias de arte, cada um deles com puzzles muito criativos que recompensam a evolução das habilidades e poderes de Dylan lá no Lapso.

Também existem minigames em arcades espalhados por determinadas áreas, que concedem recursos raros e valiosos para evoluir o personagem, além de missões paralelas com histórias malucas, interessantes e divertidas.

Recomendo bastante fazer as missões secundárias assim que forem aparecendo, porque tem algumas realmente muito boas, que contam a história de um personagem específico e chegam a envolver os artefatos sobrenaturais tão explorados no primeiro Control.

Com relação às atividades de derrotar grupos de inimigos espalhados pelas áreas, entendo que para algumas pessoas isso pode ficar repetitivo, já que cada zona tem esse tipo de tarefa disponível, mas particularmente não fiquei cansado em nenhum momento, justamente pelo quanto gostei do combate.

Inimigos e Chefes

Os inimigos comuns de Control Resonant apresentam comportamentos e ataques bem distintos entre si, e à medida que avançamos na campanha, novos tipos vão sendo adicionados a essa composição.

Alguns têm proteções que só quebram com ataques pesados, como o martelo de Dylan. Outros sempre se afastam para atacar à distância, seja com raios laser, pedras ou outros projéteis.

Existem ainda os que flutuam e jogam bombas, e os mais agressivos, que colam no personagem.

Quando todos esses tipos aparecem atacando ao mesmo tempo, a situação pode ficar bem complicada, principalmente dependendo da força atual do Aberrante, o que reforça a importância de manter a evolução do personagem em dia.

Além dos inimigos comuns, existem as entidades ressonantes, que são os chefes do jogo, um show à parte tanto no combate quanto no design visual.

São lutas que podem se estender bastante, dependendo da força e das habilidades utilizadas.

O ressonante da lava, mostrado inclusive nos materiais de marketing do jogo, é um bom exemplo: ele fica o tempo todo jogando lava no chão e é preciso correr, pular e levitar sem parar enquanto se busca atacar os pontos vulneráveis para arrancar HP dele.

Achei essas lutas muito criativas e gostei bastante de controlar Dylan e montar diferentes composições de habilidades durante esses confrontos.

O único ponto que reforço mais uma vez é a repetitividade das composições de inimigos comuns ao longo das horas de jogo, mas, para mim, isso não chegou a pesar por conta do quanto gostei do combate.

Bugs e Problemas Técnicos

Sobre bugs ou qualquer problema que pudesse atrapalhar a progressão ou a imersão, sinceramente não encontrei nada relevante, nem mesmo inimigos presos em chão ou parede.

A experiência no PC foi bem redondinha do início ao fim.

O único ponto de falha identificado tem relação com algumas falas específicas em português do Brasil que saíram em inglês por engano, algo que a própria Remedy já vai corrigir com um patch Day One publicado antes do lançamento oficial do jogo.

Vale a Pena?

Para quem gostou bastante do primeiro Control, assim como eu gostei, Control Resonant é parada obrigatória, principalmente por ser uma sequência direta dos eventos do primeiro game.

O jogo amplia bastante o escopo do que foi abordado no antecessor, não só na história, mas também no mundo e no gameplay, agora com áreas mais abertas para explorar.

A mudança do combate para um estilo mais de porradaria funcionou muito bem para mim, é gostosinho, responsivo e cheio de combinações possíveis usando o Aberrante junto com os poderes de Dylan.

Isso sem falar do próprio Dylan, protagonista da vez, que também conquistou.

É muito legal acompanhar a jornada dele depois de tudo que aconteceu no passado, as mortes que ele causou e tudo mais, fazendo de tudo para ajudar o DFC e encontrar a irmã, enquanto vamos descobrindo junto com o personagem o que realmente está acontecendo em Manhattan.

A história, mesmo confusa em alguns pontos, como é de praxe na Remedy, é muito legal de acompanhar e carrega bastante mistério, revelado aos poucos conforme a campanha avança.

Vale muito a pena. Adorei minha jornada em Control Resonant, e ainda vale ressaltar que, aqui no Brasil, o jogo chega com um preço bem mais amigável se comparado a outros lançamentos que passam dos R$ 400.

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