Halo Campaign Evolved chegou, e felizmente, graças a uma chave antecipada que o Xbox Brasil nos encaminhou, eu já zerei e trago agora a minha análise completa.
Será que esse remake realmente valeu a pena? Vamos lá!
A história
Quando iniciamos a campanha, nos encontramos a bordo da nave Pilar do Outono, que acabou de dar um salto desesperado no hiperespaço fugindo do planeta Reach, que foi recém-invadido e destruído pelas forças dos Covenant.
Quando saímos do hiperespaço, a nossa tripulação, liderada pelo Capitão Keyes, acabou se deparando com uma estrutura gigantesca em formato de anel conhecida como Halo.
No entanto, os Covenant acabam seguindo seus rastros no hiperespaço e começam a atacar a nave.
Como a situação começa a ficar bastante crítica, o Capitão Keyes ordena que a tripulação acorde o Master Chief da sua câmara criogênica, com intuito de contornar esse caos.
Não demora até que o capitão perceba que eles não têm outra opção a não ser fugir dali.
Nisso, ele pede ao Master Chief que pegue a Cortana, uma inteligência artificial que contém informações fundamentais da resistência, e fujam da nave antes que ela seja destruída ou que a Cortana seja capturada.
É nesse momento que eles pegam uma cápsula de fuga, saem dali e acabam caindo na superfície desse misterioso anel, onde começa o nosso jogo de fato.
A partir daí, ao explorar esse novo mundo, começamos a descobrir os mistérios sombrios que envolvem o Halo, além de uma ameaça ainda pior do que os Covenant, que pode dizimar a vida em toda a galáxia.
Essa é basicamente a premissa. Para os fãs que já jogaram Halo e conhecem bastante da franquia, não é novidade, já que esse remake respeita a história original e não trouxe modificações.
Mas, caso você seja um marinheiro de primeira viagem e nunca tenha jogado a franquia, essa sinopse serve para situá-lo perfeitamente em como o enredo funciona.
Particularmente, como eu nunca havia zerado o primeiro título, achei que a história funciona como um excelente fio condutor, que nos incentiva a seguir adiante para descobrir todos os segredos: o que de fato está acontecendo, qual o real objetivo dos Covenant, etc.
Além disso, eles adicionaram um novo conteúdo neste remake que são, basicamente, missões bônus que servem como um prequel para a história.
Nelas, acompanhamos o Master Chief e o Sargento Johnson em uma operação secreta de infiltração na nave de pesquisa dos Covenant, buscando coletar informações sobre esses seres que possam ser úteis para a resistência.
Essas missões agregam de uma maneira bem interessante e trazem várias referências que os veteranos da franquia certamente vão pegar.
Isso fica claro por conta de algumas estruturas mostradas em hologramas e também por um personagem específico que não aparece na campanha principal.
A campanha principal durou cerca de 8 horas, sem contar as mais de 2 horas de gameplay focadas apenas nas missões bônus.
Com relação à dublagem em português do Brasil, nesta versão de acesso antecipado ela infelizmente ainda não estava disponível.
Contudo, a expectativa é que um patch de Day One seja liberado junto ao Early Access, adicionando a nossa tão aguardada localização.
Gráficos e Cinemáticas
Sendo um remake do primeiro jogo, é natural que aprimoramentos gráficos sejam o grande chamariz.
E as cutscenes, que contam essa história para nós, ficaram simplesmente insanas.
Ao comparar com o jogo original, tanto nas cinemáticas quanto in-game, é notório que melhoraram bastante a modelagem dos personagens e as suas expressões faciais.
O visual foi completamente refeito do zero pelo Halo Studios, trazendo uma iluminação avançada, texturas em alta definição, água mais realista e reflexos impressionantes que podemos vislumbrar em cada um dos cenários.
O jogo está inegavelmente bonito.
Em ambientes com mais vegetação, areia e nos complexos com água, nota-se o capricho absoluto dos desenvolvedores.
Eu fiquei impressionado com o salto gráfico alcançado aqui utilizando a Unreal Engine 5.
Joguei a versão de PC e, rodando em uma GeForce RTX 5080, que a NVIDIA gentilmente nos forneceu, consegui jogar com tudo no Ultra e cravados 60 FPS.
O game conta com tecnologias da NVIDIA, como DLSS e Frame Generation, tornando tudo deslumbrante não apenas nas áreas abertas, mas também nas complexas estruturas fechadas.
Além de auxiliar também para o máximo desempenho, com o máximo de qualidade.
Os gráficos realmente arrebentaram.
Gameplay
Quanto ao gameplay, após jogar toda a campanha, digo com propriedade que o gunplay de Halo Campaign Evolved é muito gostoso e mega responsivo, especialmente ao utilizar teclado e mouse.
A movimentação e a câmera têm um tempo de resposta praticamente imediato.
Vale destacar que o remake trouxe modernizações muito bem-vindas na jogabilidade:
- Botão de Corrida: Agora temos um botão dedicado para correr. Ao segurar o Shift, o Master Chief acelera o passo, o que salva demais quando a situação aperta e precisamos nos esconder ou recuar rapidamente dos inimigos.
- Mira Lateral: Adicionaram a possibilidade de espiar pelas paredes. Conseguimos dar aquela checada em quais inimigos estão no corredor para definir bem a nossa estratégia antes do embate.
No entanto, caso você seja da velha guarda e prefira uma experiência mais purista, é totalmente possível desativar esses recursos e jogar exatamente da forma clássica.
Temos uma boa variedade de armas, obviamente contando com as que coletamos dos alienígenas, entregando dinamicidade nas batalhas. As granadas estão de volta e são extremamente úteis em muitos momentos.
Saber administrar sua munição é crucial para sobreviver, ainda mais nas dificuldades mais altas. E é claro, ficar atento ao escudo do Chief, que pode ser derretido facilmente conforme os tipos de inimigos que enfrentamos.
Também foram adicionadas novas armas, tanto na campanha principal, quanto nas missões bônus que destaquei a pouco que são bem legais de utilizar.
No prequel, por exemplo, pegamos uma arma diferenciada dos Brutos que causa um dano considerável nos inimigos e auxiliam bastante na quebra de escudo dos humanóides. É muito legal.
A jogabilidade em primeira pessoa sempre foi marca registrada em Halo e nesse remake fizeram com maestria mais uma vez.
Inimigos e Inteligência Artificial
Tive duas experiências diferentes no combate, pois testei o jogo nas dificuldades Normal e Hard. E olha, no Hard o jogo se torna bem desafiador.
Houve momentos em que arranquei os cabelos, pois os inimigos, quando em maior número, são uma pedra no nosso sapato. Nessa dificuldade eles tornam-se mais agressivos, mais resistentes e causam muito mais dano.
Com isso, o fator estratégico cresce exponencialmente, onde precisamos pensar bem antes de ir com o peito aberto em situações com grupos maiores de adversários.
Já o aprimoramento na inteligência artificial é real, como prometeram.
Para exemplificar, existem inimigos que usam escudos de energia e, ao quebra-los, os mesmos recuam, se escondem e aguardam a recuperação da sua defesa.
Até os adversários menores recuam e tentam flanquear, então é necessário ficar bem atento nas áreas ao redor.
Nas novas missões (o prequel), também enfrentamos os Brutos, que mencionei a pouco ao falar do gameplay, que trazem uma dinâmica de desafio interessante.
Isso não quer dizer que na dificuldade Normal não tenhamos desafios. Embora sejam relativamente menores, já que os inimigos não são tão agressivos, é preciso ficar esperto em muitos momentos.
Particularmente, eu gostei bastante do que fizeram, pois nos força a pensar em táticas para acabar com os oponentes e não simplesmente arrebentar a porta e sair atirando.
Caveiras (Skulls) e Câmera em Terceira Pessoa
Outros pontos de grande destaque foram a adição de novas caveiras (Skulls) e o modo em terceira pessoa.
Existem 42 Skulls espalhadas pelos mapas. Durante a minha campanha, vasculhei bastante as áreas, mas consegui encontrar apenas uma (que me fornecia granadas e munições infinitas).
Senti uma dificuldade real em encontrar esses colecionáveis e ao meu ver, já que temos uma quantidade maior, poderiam facilitar a localização de algumas.
Contudo, um ponto de destaque, conforme divulgado pelo estúdio, é a existência de caveiros que incentivam fortemente o fator replay do jogo. Seja incrementando os desafios e alterando aspectos in-game da campanha já conhecida.
Sobre o modo em terceira pessoa, ele não está disponível logo de cara nas opções.
É preciso encontrar uma caveira específica para poder ativá-lo. Na minha visão, isso deveria ser uma opção ajustável no menu desde o início.
Creio que muitos estão animados para experimentar esse jogo justamente por conta dessa perspectiva e impor esse fator pode desanimar algumas pessoas.
Creio que a intenção do estúdio, ao implementar o modo terceira pessoa dessa forma, seja fazer com que a primeira experiência do jogador seja justamente em primeira pessoa, como Halo foi feito para ser jogado.
E o desempenho?
Jogando na versão de PC, a experiência foi bem fluida e sem bugs que comprometessem a experiência. Contudo, no penúltimo capítulo, enfrentei um problema grave.
O jogo começou a apresentar crashes muito estranhos da própria Unreal Engine 5 que fechavam o aplicativo subitamente.
Tentei baixar os gráficos para o Low, desativei o DLSS, e mesmo assim os travamentos persistiram.
A minha sorte é que também possuo o meu notebook equipado com um Intel Core i5 e uma RTX 3050.
Ao testar no mesmo, rodando em 1080p com tudo no baixo, consegui passar dessa parte sem problema e sem crashes.
Me parece ser algum problema específico com a configuração do meu PC neste ponto do jogo.
Ao finalizar esse capítulo no meu notebook, voltei para o meu computador no seguinte e tudo rodou normalmente.
Foi o único ponto negativo mais crítico da minha experiência, mas espero que a equipe solte correções pontuais logo no lançamento, para que outras não sofram com esse problema.
Vale a pena?
No fim das contas, Halo Campaign Evolved vale o investimento?
Para mim, que havia jogado o original mas nunca chegado ao fim, foi uma grata experiência poder pegar essa versão aprimorada, definitiva e finalmente zerá-la.
As missões bônus agregaram de uma maneira muito interessante, o gameplay está extremamente prazeroso e os gráficos estão lindíssimos, o que considero o maior destaque da obra.
Se você é muito fã de Halo, zerou o clássico e se interessou pelo remake, vá sem medo.
Mas, se você é novo na franquia, este é o momento perfeito para experimentar, sendo esta a melhor versão do jogo original. No conjunto da obra, eu curti demais a experiência.
Halo Campaign Evolved será lançado mundialmente no dia 28 de Julho para Xbox Series X|S, PC e Playstation 5.












