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Home Games Análises

Assassin’s Creed Black Flag Resynced | Análise

Caio Nobre por Caio Nobre
08/07/2026
em Análises, Destaque, Games, Notícias

Assassin’s Creed Black Flag Resynced chega para reviver a era de ouro da pirataria. 

Graças à Ubisoft Brasil, recebemos o jogo em acesso antecipado, já zeramos e trago agora a nossa análise completa e sem spoilers. Será que a Ubisoft acertou ao refazer esse clássico? Vamos lá!

Leia Mais

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A história 

Muitos de vocês já devem conhecer a história, por conta do jogo original, protagonizada por Edward Kenway. 

Vindo de uma família humilde de fazendeiros e nascido no país de Gales, Edward se muda para Bristol ainda na infância e, mais velho, acaba conhecendo e se casando com Caroline Scott, apresentada para nós no início do jogo.

No entanto, Edward sempre teve grandes ambições. 

Cansado de uma vida simples e almejando um futuro confortável e cheio de riquezas, ele se torna um corsário e, posteriormente, um pirata. 

Vivendo em plena era de ouro da pirataria, ele encontra figuras históricas famosíssimas, como Charles Vane, Ben Hornigold, Edward Thatch, o temido Barba Negra, entre outros.

Logo após a cutscene inicial, o jogo nos coloca em mar aberto, onde Edward e sua tripulação encontram o navio de Duncan Walpole, um Assassino. 

Os navios naufragam e ambos acabam sobrevivendo juntos em uma praia. Após uma perseguição, Edward leva a melhor, mata Walpole, pega seu traje de Assassino e um conteúdo de extrema valia, destinado ao governador que está em Havana. 

É assim que ele se envolve no eterno conflito entre Templários e Assassinos, enquanto continua na vida de pirataria buscando liberdade e melhores condições para o povo de Nassau.

A história de Black Flag é excelente, com personagens marcantes e momentos emocionantes que mostram a evolução de Edward e sua relação com figuras como Barba Negra e James Kidd. 

Neste remake, novas cenas de história foram adicionadas, agregando muito peso emocional. 

As cutscenes inéditas de diálogos entre Edward e sua esposa aprofundam a relação de ambos e trazem um impacto muito maior nos desfechos finais.

Além disso, foram adicionadas missões secundárias inéditas que engrandecem outros personagens, como o Barba Negra e Stede Bonnet. 

Há também missões exclusivas para um personagem específico do original, que aparece brevemente, e teve um maior desenvolvimento no remake. Vale muito a pena fazer suas missões. 

O único ponto de estranheza no enredo é que as missões no tempo moderno, fora do Animus, foram completamente retiradas neste remake. 

Como joguei o original há muito tempo, acabei sentindo falta dessas atividades, principalmente na reta final.

A história, de um modo geral, é excelente e respeita bastante o material original. 

A Ubisoft acertou em cheio ao fazer apenas adições para aprofundar relações e personagens, deixando tudo ainda mais gratificante de vivenciar.

Os Gráficos 

O aspecto que mais me chamou a atenção, sem dúvida, foi o visual. 

Pude jogar na versão de PC utilizando a nossa GeForce RTX 5080, fornecida pela NVIDIA, e consegui rodar o jogo completamente no talo (Ultra), com Ray Tracing ativado, DLSS no modo Qualidade e cravado a 60 frames.

O capricho da Ubisoft aqui beira o absurdo. 

As paisagens são lindíssimas, principalmente nos momentos ensolarados, com destaque para a fauna e flora, muita vegetação, áreas montanhosas e os detalhes das casas nas cidades, cavernas e destroços. 

O mar aberto é um show à parte: acelerar o Gralha ao máximo, afastar a câmera e apreciar a vastidão do oceano com ilhas e navios inimigos em volta é lindo demais. 

Foram vários os momentos em que parei no topo de uma árvore ou torre apenas para girar a câmera e apreciar a vista.

O mergulho também impressiona pelo nível de vida marinha. Tudo isso se deve à nova versão da Anvil, a engine mais atual da Ubisoft. 

As expressões faciais nas cutscenes são, na minha opinião, o trabalho mais sensacional que a empresa já fez na franquia até hoje. 

Tenho certeza que você ficará boquiaberto ao começar sua jornada no Resynced.

Gameplay 

Passando para o ponto mais importante, o gameplay traz adições riquíssimas, principalmente no combate corpo a corpo. 

A estrutura base segue a do original, mas agora contamos com ataques fortes, um novo tipo de inimigo e a adição da mecânica de parry.

Assim como em Assassin’s Creed Shadows, os inimigos possuem dois tipos de ataques: os com brilho azul (que podem levar parry) e os com brilho vermelho (impossíveis de defender, exigindo esquiva). 

Ao utilizar o parry no ataque azul, quebramos imediatamente a postura do inimigo, que agora possui uma barra de defesa acima do HP, abrindo brecha para um assassinato instantâneo. 

Já nos ataques vermelhos, a esquiva no momento certo nos dá abertura para um ataque que arranca bastante HP do oponente.

Isso limitou um pouco aquela sequência insana de assassinatos simultâneos dos jogos clássicos, mas favoreceu demais o combate tático. 

Os ataques pesados variam conforme a espada equipada: algumas desferem duas estocadas frontais potentes, outras giram em arco acertando vários inimigos de uma vez, e há até uma espada com pistola embutida que dispara dois tiros durante o combo sem gastar as quatro balas tradicionais das pistolas de Edward (que continuam muito divertidas de usar).

O stealth segue afiado. Senti que a mobilidade e o parkour estão mais fluidos ao escalar edifícios e andar pelas árvores. 

Os recursos clássicos retornam em peso: bombas de fumaça, dardos de sono, dardos ensandencidos para fazer os inimigos se atacarem e o tradicional assobio escondido nas moitas.

A minha única ressalva no combate é que eles retiraram a possibilidade de lutar usando apenas as lâminas ocultas. 

Também removeram a mecânica de combater com as mãos livres para roubar armas (como mosquetes) dos oponentes. 

Eu adorava essa variação no original e não entendi a remoção, mas as adições do parry compensam bastante trazendo complexidade ao combate.

O Gralha e Sistema de Evolução 

As batalhas navais continuam insanas como sempre e o Gralha, nosso segundo protagonista, recebeu novidades. 

Agora contamos com tiros de fogo que causam muito dano, novas habilidades e os inéditos oficiais. 

Esses personagens não existem no original e concedem vantagens vitais para nosso navio, principalmente no final do jogo contra frotas mais fortes.

A abordagem aos navios incapacitados continua sensacional para vencer a tripulação inimiga e escolher entre reparar o Gralha, diminuir o nível de procurado ou enviar o navio recrutado para a frota do Kenway. 

Reviver os embates contra os Man O’ War e navios lendários foi demais, eu estava com muita saudade disso.

Na evolução, o remake implementou os “berloques” (vistos também no AC Shadows), acessórios equipáveis que dão vantagens como coletar recursos de inimigos caídos automaticamente. 

Nas lojas, as espadas e pistolas são divididas em classes (básicas, raras e lendárias). 

Conforme fazemos upgrades no assentamento, novas armas e trajes aparecem para compra, então é bom sempre ficar de olho e investir nessas atualizações.

O sistema de crafting está de volta. Caçar animais para retirar peles e ossos é essencial para aprimorar bolsas de dardos, vida do Edward, munições, entre outros. 

Já a madeira, metal e tecido (obtidos nos combates navais) são cruciais para melhorar o casco do Gralha e o dano dos canhões.

Todo esse sistema, já tão conhecido, é bem gostoso de gerenciar unido ao fator exploração do jogo.

O mundo aberto, exploração e atividades secundárias 

O mapa vasto de Black Flag foi aprimorado com novas ilhas para explorar. A clássica destruição dos fortes também retorna, para liberamos áreas do mapa para exploração.

A navegação ganhou novas canções para a tripulação (além das originais), rendendo momentos muito gratificantes ao navegar com o gralha por longas distâncias.

Uma baita novidade é que agora podemos mergulhar livremente em qualquer lugar do jogo em busca de segredos, não apenas nos pontos com sino de mergulho.

Como mencionei ao falar do enredo, as atividades secundárias são um destaque absurdo. Lembra dos oficiais do navio que citei agora há pouco? Eles possuem histórias específicas e muito bem elaboradas. 

Quando os encontrarem (os dois primeiros estão logo no início), recomendo fortemente que façam essas missões! 

Além de garantir vantagens vitais no Gralha, os enredos são ótimos, geram empatia e eles passam a interagir com Edward no timão, em momentos específicos. É bem legal.

Há também cerca de duas horas de conteúdo com missões inéditas focadas em um personagem surpresa (não darei spoilers), além da missão secundária do Stede Bonnet e do Barba Negra, que eu também recomendo demais. 

Inclusive, vale ressaltar que algumas dessas histórias emocionam pelo seu desfecho. A Ubisoft está de parabéns!

Claro, as atividades tradicionais não poderiam faltar: Contratos de assassinato (com objetivos opcionais), novos Contratos Navais com um personagem inédito, caça aos Templários (para desbloquear o traje secreto), inúmeros baús, mapas do tesouro com esquemas para upgrades de elite do Gralha, sinos de mergulho com toda a tensão de fugir de tubarões, e os cruciais pontos de observação para sincronizar o mapa e agilizar nossa locomação pelo mundo com as viagens rápidas.

Enfim, diferentes atividades temos em abundância no Remake, vindas do original, e são muito bem vindas, ainda mais para se coletar recursos.

Bugs e a Dublagem

Infelizmente, temos problemas aqui. Começando pelos bugs: as cutscenes de história estão travadas a 30 FPS, o que causa muita estranheza ao transitar do gameplay que roda a 60. 

Tive bugs ocasionais, como personagens flutuando, Edward dando umas “pipocadas” de animação ao andar e um leve delay durante alguns assassinatos aéreos. 

Contudo, o bug que mais incomodou, embora tenha ocorrido só uma vez, afetou a câmera do navio. 

Ao acelerar o Gralha no máximo, a câmera não afastou e, ao entrar em um combate naval, não pude mirar corretamente e precisei recarregar meu save para corrigir o problema. Espero que a Ubisoft corrija isso no patch de Day One.

Porém, o que mais pesou para mim foi a dublagem. 

Embora as vozes encaixem (a do Edward parece ser o dublador original com algumas falas antigas reaproveitadas e outras refeitas), o grande problema foi a direção. 

Falta emoção em vários diálogos. Na hora em que Edward precisava gritar e ser enérgico, ele simplesmente falava de forma monótona. 

A falta de sincronia labial em cutscenes é bem perceptível. Quando estiverem jogando, prestem atenção, principalmente, na cinemática em que Edward e Caroline falam sobre chocolate. Ficou bem ruim.

Sinto que faltou o esmero que vemos em outros estúdios brasileiros como Naughty Dog, Capcom e Santa Mônica, que já nos entregaram trabalhos incríveis nesse sentido.

Vale a pena? 

Em suma, a Ubisoft acertou bastante ao refazer Assassin’s Creed Black Flag.

Este é, sem dúvida, um dos títulos mais populares da era clássica e o responsável por apresentar as batalhas navais, muito elogiada até hoje. 

O Edward é um protagonista excelente e as adições nas cutscenes, junto com as novas missões secundárias, trouxeram um tempero a mais e aprofundaram demais todos os personagens.

Os gráficos da engine Anvil estão insanos (ainda que as cutscenes percam um pouco do brilho pela dublagem) e a introdução do parry e quebra de postura deixou o combate mais divertido, na minha opinião.

Veja nossa análise completa no Youtube:

Espalhe a delícia 😉

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