Invincible VS foi lançado hoje e nós do Meia-Lua tivemos a oportunidade de jogá-lo antecipadamente.
Após experimentar duas versões de teste e agora o jogo completo, chegou a hora de discorrer sobre tudo o que jogo tem a oferecer.
Ele realmente vale a pena? Vamos lá!
História
O modo história de Invincible VS gerou muita curiosidade quando foi anunciado, principalmente por trazer uma história original, nunca abordada nas HQs.
Poucos dias antes do lançamento, recebemos um trailer revelando mais desse enredo, onde vemos Mark enfrentando seu pai, Nolan, que está junto de outros dois viltrumitas.
Isso foi suficiente para atiçar ainda mais nossa curiosidade, principalmente se você é fã da obra, uma vez que o Omni-Man, nas HQs, se junta ao Invencível para combater sua própria raça.
Além disso, alguns frames mostram até mesmo o Conquista, que enfrenta o Mark em um momento diferente dos quadrinhos; Battle Beast junto de outros dois viltrumitas (algo bastante incomum para o personagem) e outros momentos intrigantes.
Conforme divulgado pelo estúdio, essa jornada se passa próximo do final da terceira temporada da série e adota uma estrutura similar aos episódios de Invincible.
De forma geral, eu achei bem interessante o enredo escrito para o jogo; todas as perguntas geradas com os trailers são respondidas e eu fiquei surpreso com o antagonista usado aqui.
A construção das cenas ficou insana e digna de um episódio da animação — diria que até melhor em alguns aspectos, visto o estilo de animação usado, mais voltado para os gráficos do jogo.
Com relação aos personagens, eles souberam imprimir muito bem a personalidade de cada um, baseando-se no material original. Inclusive, eu gostei bastante da Ellamental, criada exclusivamente para o jogo, por ser uma personagem bem carismática e com poderes muito interessantes, que trazem boas possibilidades na jogatina.
Contudo, por adotar essa estrutura, a jornada é bem curta. Levei em torno de 1 hora, contando as lutas, para finalizar, e o final, inicialmente, me decepcionou por encerrar de uma forma muito abrupta.
Meu sentimento ao terminar foi: “mas já?”. Só que, como eu disse há pouco, o título foi construído em um formato episódico e, da forma como acaba, dá margem para que novos episódios sejam adicionados futuramente, dando continuidade a essa história.
A minha maior preocupação, no entanto, é como eles irão disponibilizar esse conteúdo. Caso seja gratuito, perfeito; mas, caso cobrem por episódio, vai ser bem ruim para a imagem do jogo, sem dúvida.
Embora seja curto demais e eu sinta que poderiam estendê-lo um pouco mais, na minha visão, estou bem curioso para ver o que irá acontecer em seguida.
Gameplay
Como já é de conhecimento geral, a Quarter Up é composta por inúmeras pessoas que trabalharam em Killer Instinct que, inclusive, serviu como base para a criação do Invincible VS.
O gameplay é bem frenético e possibilita combos monstruosos com nosso trio de personagens, realizando trocas e ataques especiais devastadores.
Isso, unido à brutalidade das partidas, que remete fielmente ao material original das histórias de Invincible, deixa tudo muito divertido, principalmente quando nos habituamos com as mecânicas.
Quanto aos controles, todos os personagens utilizam um padrão único para efetuar ataques e usar suas características únicas.
Basicamente, nós temos o golpe fraco, médio e forte, um botão específico para ataques especiais, pulo, pulo duplo, defesa, três “supers” para cada um e algumas mecânicas defensivas muito importantes para sobreviver ao curso das batalhas.
Durante os combos, é necessário trocar entre os personagens da nossa composição para estendê-los. É aí que as mecânicas defensivas se tornam tão importantes.
Cada lutador, além da barra de vida, possui três barrinhas amarelas abaixo do seu HP, que são usadas para ativar esses recursos.
Nós podemos interromper trocas de lutadores, quebrar combos dos adversários e até mesmo gastar essa barra para afastá-los ou interromper sua pressão durante a nossa defesa.
Sendo assim, é de extrema importância fazer o tutorial do jogo (do qual falarei mais adiante), que ensina tudo o que é necessário para combater da forma mais eficiente possível.
Pode parecer muito complexo no início lembrar de todas essas mecânicas, mas acredite: com um pouco de tempo e paciência, é bem fácil de se acostumar.
Para aqueles que gostam de se aventurar no online, é de suma importância entender como o recurso funciona para não sofrer nas mãos de jogadores mais experientes.
Fora as trocas durante os combos, podemos alterná-los a qualquer momento durante as lutas segurando os botões L1/L2, ou simplesmente chamá-los para efetuar ataques de assistência, pressionando os mesmos botões.
Esse último, inclusive, é uma estratégia muito boa para pegar os oponentes desprevenidos e impedir que nosso boneco principal seja punido, caso utilizemos algum ataque que o deixe em desvantagem.
Além disso, ainda sobre as trocas, o jogo incentiva o seu uso a todo momento, pois, assim que outro personagem entra, as três barrinhas amarelas gastas nas mecânicas defensivas já vêm cheias.
Um ponto importante: o jogo traz controles facilitados para realizar combos, a fim de auxiliar aqueles que não têm tanta experiência com o gênero ou em partidas online.
Sendo um fã de longa data de Killer Instinct, eu adorei o gameplay de forma geral. Contudo, eu acho que o mesmo ainda precisa de alguns ajustes.
Durante o beta, algo que critiquei mais de uma vez foi justamente a movimentação dos personagens. Sinto que ela é um tanto “dura” e poderia ser mais fluida, na minha opinião.
Quanto ao roster, na versão final tivemos acesso aos demais personagens que não estavam na beta.
Uma das minhas preocupações no que tange aos viltrumitas do jogo era que seu gameplay fosse muito similar, já que todos possuem os mesmos poderes: o voo e a superforça.
Contudo, ao experimentar os novos como Lucan, Anissa e Conquista, fiquei surpreso com o que fizeram nesses personagens.
Embora a base do gameplay seja a mesma, eles usaram com maestria as inúmeras referências destes personagens vindas da série e dos quadrinhos.
Isso resultou em movimentos únicos para cada um, possibilitando algumas combinações bem interessantes.
O mesmo vale para os demais personagens que não estavam nas versões de testes.
Todos foram muito bem pensados e são divertidos de jogar, principalmente a Ellamental, criada somente para o jogo.
Diferentes modos e recompensas
Além do modo história, temos outros modos de jogo que incrementam a diversão do jogador e recompensas a serem desbloqueadas para cada lutador.
Começando pelo modo treino, este é um ponto obrigatório tanto para jogadores casuais quanto hardcore.
Nele encontramos o tutorial, que explica detalhadamente e de forma didática cada uma das mecânicas existentes em Invincible VS.
É imprescindível, ao acessar o jogo pela primeira vez, passar por esse menu para entender as nuances da sua jogabilidade.
Como comentei ao falar do gameplay, pode parecer muito complexo inicialmente, mas, com paciência e um pouco de dedicação, é fácil se acostumar com as trocas, counters, quebras de combo e muito mais.
Fora o tutorial, temos o menu prática que é, basicamente, um treino livre onde podemos configurar o boneco para realizar determinadas ações, para que possamos entender como “counterar” certos golpes e investidas dos adversários.
Podemos gravar movimentos específicos dos lutadores, ativar o boneco para nos enfrentar no treino sem parar e ver dados de frame para entender quais golpes são puníveis ou não.
A Quarter Up fez um trabalho muito bom no treino, levando em conta sua experiência com jogos de luta.
Temos também o famoso modo Arcade, bastante conhecido de outros games do mesmo gênero.
No Invincible VS, são apresentados quatro menus distintos nesse modo: a Progressão Rápida, Progressão Padrão, Progressão dos Guardiões e Progressão Invencível.
A Progressão Rápida é, basicamente, o modo livre do arcade, com apenas 5 lutas e onde podemos selecionar os quatro níveis de dificuldade disponíveis (fácil, normal, difícil e viltrumita).
A Progressão Padrão, no entanto, traz 7 lutas e jogamos em uma dificuldade definida pelo jogo — nesse caso, a padrão. A Progressão dos Guardiões, desbloqueada após completar a padrão, tem 10 oponentes e é jogada no difícil.
Já a Progressão Invencível, desbloqueada após completar a dos guardiões, é a mais desafiadora e intensa de todas. Ela traz 12 lutas na dificuldade viltrumita, mas com um porém: a cada luta, nossos personagens não recuperam a vida perdida na batalha anterior.
É bem similar a um modo sobrevivência, mas na dificuldade mais insana do jogo. Prepare-se para sofrer.
Eu, particularmente, achei interessantes essas adições, pois aumentam o tempo de jogo para quem busca outros desafios após o modo história e não curte tanto jogar online.
Vale ressaltar que cada lutador possui um final diferente ao zerar o modo arcade, o que é mais um incentivo para jogá-lo.
O primeiro personagem selecionado em nosso trio será aquele que veremos o final ao encerrar o arcade.
O menu Versus é bem simples.
Nós temos as batalhas locais, para enfrentar a CPU ou amigos que estejam no mesmo lugar, e o modo online, para desafiar outros jogadores ao redor do mundo.
Já o menu de extras é onde podemos ver as diferentes recompensas que conseguimos no jogo.
Ao vencer batalhas no modo arcade, por exemplo, ganhamos pontos de experiência para aumentar o nível de maestria dos lutadores e do nosso perfil.
Ao subir de nível, podemos desbloquear diferentes cores para os trajes dos personagens (temos algumas especiais nos últimos níveis), conceitos de arte, músicas, ilustrações e arenas.
Fora isso, destravamos também diferentes insígnias, títulos, fundos e molduras de cada um para personalizar nosso card de lutador.
Em suma, temos uma boa quantidade de atividades para fazer offline; contudo, senti que poderiam ter adicionado mais.
O modo de desafio de combos, muito comum em games de luta atualmente, poderia ter sido adicionado e seria de grande valia, já que temos uma boa quantidade de lutadores no jogo.
O modo online
Por se tratar da versão final do jogo em acesso antecipado, não temos muitas pessoas com o jogo no momento.
Contudo, baseado na minha experiência tanto no alfa quanto no beta, posso dizer que construíram muito bem o modo online no que tange às partidas com diferentes jogadores ao redor do mundo.
95% das partidas que encontrei fluíram muito bem e já temos o crossplay integrado, que nos possibilita batalhar entre diferentes plataformas.
A criação de salas não estava disponível nas versões de teste, mas estará na final, para que possamos convidar amigos para a jogatina.
Neste mesmo menu podemos encontrar as partidas ranqueadas e casuais, já comuns em jogos do gênero, e também o placar de líderes para conferir nossa pontuação no online em comparação com os demais jogadores.
Acertaram bastante nesse modo, ao meu ver, principalmente pela qualidade de conexão das partidas, que é o mais importante aqui.
Problemas?
Com exceção dos ajustes que mencionei no gameplay, o jogo não apresentou bugs que pudessem comprometer a experiência.
Sendo assim, o único ponto que destaco aqui é a introdução dos personagens em cada luta, que nessa versão final não podemos pular. Isso fica bem cansativo após um bom tempo de jogatina.
Vale a pena?
Invincible VS surgiu do nada e foi concebido pelo mesmo time responsável por Killer Instinct.
Só isso já foi suficiente para colocar o jogo no meu radar, além de eu gostar bastante das HQs e da série do Invencível.
O gameplay é, sem dúvida, o ponto mais alto do jogo, trazendo batalhas de times frenéticas, intensas e brutais, embora ainda precise de ajustes, na minha opinião.
O modo história é bem interessante — a construção das cenas, interações dos diferentes personagens, as lutas, o vilão —, mas poderia ser maior.
Entendo a visão dos produtores ao estruturá-la como um episódio da série, mas, em se tratando de um jogo, acho que poderiam ter adicionado um pouco mais.
Pela forma como é encerrada, acredito que teremos novos episódios para dar continuidade, o que é bom; no entanto, me preocupa a forma como estes serão disponibilizados.
Já os modos offline para jogadores casuais — o arcade, treino e extras — foram bem pensados para incrementar o tempo de jogatina.
Contudo, poderiam ter adicionado mais, principalmente pelo valor cobrado atualmente no jogo.
Tendo em vista o conjunto da obra, Invincible VS é um jogo muito bom, principalmente se você é fã da franquia e amante de jogos de porradaria mais frenéticos.
Com base em todo o conteúdo disponibilizado, o título poderia ser um pouco mais barato, ao meu ver.
Se você jogou as versões de teste e gostou, tenho certeza de que vai se divertir bastante na versão final, com o roster completo, os desafios que o jogo propõe e evoluindo a maestria dos seus personagens favoritos.
Invincible VS foi lançado hoje para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.
Veja nossa análise completa no Youtube:
Confira outras matérias e analises em nosso site:












