Participamos da cabine de imprensa do filme “Terror em Silent Hill – Regresso Para o Inferno”, adaptação cinematográfica do jogo Silent Hill 2. Aqui, seguimos a história do jovem pintor James (Jeremy Irvine), que vê sua vida desmoronar após se envolver com Mary (Hannah Emily Anderson) e perdê-la. Ao receber uma carta supostamente escrita por Mary, James retorna a Silent Hill mas encontra a cidade misteriosamente irreconhecível e destruída. Mesmo perante os riscos, James se aprofunda no cenário bizarro de Silent Hill na esperança de reencontrar Mary.

Sabemos que, apesar de arriscadas, as adaptações de games para o cinema são uma decisão recorrente das produtoras ao longo dos anos. No entanto, nem todos conseguem proporcionar ao espectador uma experiência imersiva satisfatória quando este se vê diante de uma tela na qual ele não poderá controlar as ações do personagem. No caso da franquia Silent Hill, não se trata do primeiro longa produzido a partir dos jogos: anteriormente tivemos “Terror em Silent Hill” (2006) e “Silent Hill – Revelation” (2012). Enquanto o primeiro desempenha uma execução satisfatória, o segundo se tornou referência quando se trata de adaptações desastrosas. Infelizmente, posso afirmar que “Terror em Silent Hill – Regresso Para o Inferno” bebe da mesma fonte do longa de 2012 no quesito qualidade.
A franquia de jogos Silent Hill se consagrou como uma das maiores devido ao seu tom sombrio e assustador, trazendo uma aura aterrorizante que faz com que a gameplay se torne inesquecível. E é aí que temos a primeira quebra de expectativa do filme em relação ao jogo: o terror em “Terror em Silent Hill – Regresso Para o Inferno” não funciona como deveria. Os jumpscares são previsíveis, a atuação de Jeremy é engessada e não transmite qualquer sensação de medo ou desespero, e a ambientação é mais do mesmo, não proporcionando a sensação de imersão agoniante que temos em produções de qualidade do gênero.
O roteiro faz uma tentativa falha de brincar com o psicológico do espectador, e esse poderia ser o ponto forte do longa. No entanto, tudo cai por terra quando as informações são lançadas de forma acelerada demais e transformam a agonia paralisante do enredo em apenas uma confusão que fere o entendimento do público. O desenrolar dos acontecimentos não cria um labirinto agoniante, mas sim um quebra cabeça no qual o juntar das peças é tedioso.

No entanto, para mim, o maior ponto de declínio do longa está, surpreendentemente, nos efeitos visuais, sejam eles práticos ou não. Há um exagero no uso de CGI que faz com que o filme pareça imerso em artificialidade, trazendo um tom quase cartunesco ao filme. A única ressalva positiva fica por conta das criaturas, que surpreendentemente foram aqui apresentadas com um visual irretocável. A caracterização, a atuação e os movimentos coreografados fazem com que as aparições capturem totalmente a atenção do espectador.
“Terror em Silent Hill – Regresso Para o Inferno” não é um filme impossível de ser assistido: mas é, com certeza, uma obra maçante e confusa. O terror do jogo é absolutamente diluído pelo enredo apressado e pelos elementos clichê inseridos para compor os cenários e os acontecimentos. Mas ainda assim será um bom entretenimento para os fãs mais afeiçoados da franquia justamente pela curiosidade e pela necessidade de consumir tudo o que esteja relacionado a Silent Hill. Para estes, devo ressaltar que apesar da baixa qualidade, as referências não foram feridas aqui.
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