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Home Games Análises

Ghost of Yotei | Impressões

Caio Nobre por Caio Nobre
05/10/2025
em Análises, Destaque, Games, Notícias

Ghost of Yotei foi lançado na última semana para todos os jogadores ao redor do mundo.

Graças ao PlayStation Brasil, nós recebemos o jogo no seu lançamento, pude experimentá-lo e após mais de 10 horas de jogatina, trago para vocês as minhas primeiras impressões sobre o jogo.

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Será que ele faz jus mesmo ao Ghost of Tsushima? Melhora em muitos aspectos com relação ao jogo anterior? Vamos discorrer sobre isso adiante.

A história

Falando brevemente sobre o enredo, eu confesso que esse é um ponto onde eu não me aprofundei tanto assim, após dez horas de gameplay.

Eu passei mais tempo explorando, entendendo melhor as mecânicas e fazendo outras atividades dentro do mundo, que irei detalhar em breve.

Nós sabemos que Atsu, nossa protagonista, está em busca de vingança contra os seis de Yotei, pelo que fizeram a sua família quando ela era criança.

Inclusive, nós temos uma cutscene no início do jogo que mostra a personagem, ainda criança, cercado pelos seus algozes, sem sinal de seu pai, sua mãe e seu irmão, que provavelmente já estavam mortos.

Após o ocorrido, Atsu some por um tempo, treina bastante e depois volta para Ezo, com o intuito de concretizar a sua vingança.

Nós eliminamos o Cobra logo no início da jornada e, a partir daí, ela começa a reunir pistas conversando com diferentes NPC’s no mundo, soldados que ela enfrenta, entre outros, para que nós possamos investigar, encontrar e matar cada um deles.

Basicamente, nossa jornada gira em torno disso. Eu pude avançar um pouquinho na história, no sentido de entender o porquê eles assassinaram a família da Atsu e como o Saito, líder do bando, chegou até eles, já que eles estavam escondidos a muito tempo.

A história, até esse momento, tem me interessado muito. Sinto que há muito mais a ser contado, além do que já vimos até agora. Estou apenas no começo, claro, mas está sendo bem legal acompanhar.

A protagonista é uma personagem forte e carismática, tanto na versão criança, quanto na adulta, e a sua jornada de vingança, embora não seja um tema novo (vide Assassin’s Creed Shadows), está sendo conduzida de forma envolvente. Estou curioso para ver os desdobramentos dessa narrativa.

Como o jogo funciona

A jogabilidade, se comparada a Ghost of Tsushima, é bem familiar, mas traz novidades bem interessantes.

Ele retoma várias mecânicas conhecidas, como o combate fluido, animações e atividades do primeiro jogo (raposas, fontes termais, bambus para aumentar o espírito etc.). Tudo isso está de volta, mas com muitas adições que aprimoram e tornam a experiência ainda mais divertida.

Uma mudança interessante é o sistema de armas. Ao invés das posturas fixas do protagonista anterior, agora temos diferentes armas no arsenal de Atsu, cada uma com um move set próprio e habilidades específicas, que podem ser desbloqueadas em altares que concedem pontos de habilidade.

Cada arma funciona bem contra determinados tipos de inimigos, por exemplo, a odachi, é mais eficaz contra inimigos pesados; as katanas duplas funcionam melhor contra quem usa lanças; e assim por diante. Isso altera bastante o estilo de combate e traz mais variedade.

Outra adição legal foi a inserção da nova mecânica de desarme.

Os inimigos apresentam um brilho amarelo nas mãos, indicando que irão desarmar nossa protagonista, assim como Atsu também pode ser desarmá-los.

Nesse momento, quando somos alvejados pelo inimigo, precisamos esquivar, o segurar o triângulo antes do ataque e soltá-lo no momento certo para interrompe-lo.

Por outro lado, ao desarmar um adversário, é possível pegar sua arma no chão e arremessá-la como um projétil.

Além disso, há armas espalhadas pelo cenário, normalmente acampamentos e fortes, que podemos pegar e atirá-las também. Isso amplia as opções táticas para enfrentar inimigos à distância, ao invés de recorrer ao arco quando, por exemplo.

Quanto a dificuldade, estou jogando no nível médio, o que traz um desafio considerável.

Em confrontos com muitos inimigos, qualquer descuido pode resultar em uma morte rápida, então é necessário muita cautela e saber o momento certo de usar todos os recursos a disposição da Atsu. Este é um ponto que estou adorando no jogo.

O lobo aparece ocasionalmente para ajudar nos combates. Existe até uma habilidade que faz com que ele surja em confrontos quando chamado.

Outra novidade é a possibilidade de montar acampamentos, quando estamos próximos ou em cima de nosso cavalo.

Este traz consigo um mini-game para acender a fogueira, usando o touch pad do duel sense para gerar faísca e usando o R2 para soprar até o fogo pegar, é bem legal.

Caso não queira, é possível pular a animação, mas eu recomendo experimentar. É um detalhe pequeno, mas que aumenta a imersão.

Com o acampamento ativo nós podemos:

  • Cozinhar peixes e cogumelos para recuperar espírito e ganhar buffs temporários.
  • Fabricar munição com materiais coletados.
  • Tocar nosso shamisen.
  • Dormir para avançar o ciclo dia/noite.

Além disso, este acampamento fica marcado no mapa como ponto de viagem rápida, o que facilita a exploração e o cumprimento de missões em locais que não temos pousadas, monumentos ou santuários por perto.

Quando ao inventário, o menu equipamentos conta com os trajes (elmo/máscara/armadura), o shamisen, sela para o cavalo e os tão conhecidos amuletos, que concedem benefícios para Atsu como mais vida, mais espírito, maior tempo de aparo, etc.

As armas corpo a corpo de Atsu também estão presentes, onde podemos alterar as bainhas e suas cores.

O mesmo pode ser feito com o arco leve pesado. Por fim, temos os recursos de uso imediato, como a poeira para cegar inimigos, única disponível para mim até o momento.

No entanto, já descobri missões para desbloquear outros como as kunais e bombas.

O inventário, no que tange aos equipamentos, foi totalmente ajustado, se comparado ao seu antecessor e está muito mais bonito/agradável.

O mapa

A distribuição das atividades no mapa está bem organizada. Além dos pontos de interesse presente no mesmo, no canto inferior esquerdo da interface aparecem memórias, contos, alvos e outras atividades que podemos rastrear através de pistas.

Os contratos de alvos (cartazes que encontramos em uma pousada logo no início), rendem recompensas em dinheiro, materiais e até equipamentos, como armaduras e armas.

Vale muito a pena dedicar um tempo a eles, principalmente pelos duelos, que também estou de volta e rendem combates intensos e viscerais.

Ainda sobre as atividades no canto inferior esquerdo, lá também acompanhamos a história principal.

A medida que Atsu adquire mais pistas sobre seus alvos, as informações são atualizadas ali, para que possamos consultar e continuar nossa jornada.

Também há senseis que ensinam técnicas e as demais armas do arsenal de nossa protagonista, um cartógrafo que nos dá pedaços de mapas, onde é habilitado um mini game para desbloquear áreas e atividades.

O menu a “alcateia”, mostrando anteriormente em trailers, também é de extrema importância aqui. Nele são registrados alguns NPCs chave que vão sendo desbloqueados conforme os encontramos.

Através da alcateia, podemos consultas facilmente atualizações desses NPCs acerca de melhorias, missões e atividades. Vale a pena sempre dar uma espiada assim que possível.

O mapa é vasto — segundo os produtores, tem tamanho similar ao disponível em Ghost of Tsushima — mas não é excessivamente grande a ponto de cansar. Mesmo com mais de dez horas de jogo, mal saí da primeira área devido às diversas atividades paralelas. Há muitos pontos de interesse ainda a descobrir.

Exploração mais orgânica

O mundo está mais dinâmico e orgânico: NPCs transitam a todo momento e podemos interagir com eles, alguns são oprimidos pelos homens de Saito e reagem de formas variadas.

Ao salvar ou interagir com essas pessoas, recebemos informações e pistas sobre as missões principais, além de dicas sobre outras atividades no mundo.

Ao acampar, por exemplo, às vezes um NPC aparece para oferecer missões ou comércio.

O cenário também traz elementos visuais que influenciam a jogabilidade — por exemplo, as flores brancas presentes em diversas e, ao cavalgar por elas, concedem um boost de velocidade, facilitando o deslocamento em áreas mais abertas.

A viagem rápida, que também retorna aqui, é instantânea e facilita muito a locomoção.

Impressões gerais

Em resumo, estou curtindo demais a minha experiência nessas 10 horas de jogo.

As novidades de gameplay deram um bom “boost” na diversão, a trilha sonora segue fantástica (da mesma forma que no título anterior) e o mundo incentiva bastante a exploração, que está mais dinâmica e orgânica.

Mesmo após todo esse tempo, onde explorei mais do que segui o caminho principal, não me senti entediado e isso algo extremamente positivo em jogos de mundo aberto como esse. Aprimoraram bastante esse aspecto se comparado ao Tsushima.

Em suma, o jogo traz uma história promissora, boa construção de personagens, combate refinado com novas armas e táticas, mecânicas de acampamento e crafting que aumentam a imersão, além de um mundo vivo e agradável de explorar. Estou empolgado para continuar e ver o que vem a seguir.

Se você gostou de Ghost of Tsushima, sem dúvida vai curtir ainda mais este novo título. Recomendo dar uma chance, especialmente com o surgimento de promoções vez ou outra pela internet a fora. Cheguei a ver ofertas por cerca de R$ 300, R$250 com cupons.

Para mim, até agora, está valendo muito a pena.

Aproveite para conferir também o nosso vídeo de impressões no Youtube:

Ghost of Yotei já está disponível como um exclusivo de Playstation 5.

Confira também outras matérias e análises em nosso site:

  • Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties é anunciado
  • Kirby and the Forgotten Land + Star Crossed World | Vale a pena?
  • Cronos The New Dawn | Análise

Espalhe a delícia 😉

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Tags: Ghost of YoteiGhost of Yotei análiseGhost of Yotei impressõesGhost of Yotei tá legalGhost of Yotei vale a pena
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