O Meia Lua foi convidado para a cabine de imprensa de mais um lançamento cinematográfico de 2025, o filme F1. Se você é apaixonado pelo universo automobilístico, com certeza está ansioso pelo lançamento de F1. No entanto, até para os menos aficionados por esse universo, criou-se uma grande expectativa para o longa. Além de trazer nomes como Brad Pitt e Javier Bardem no elenco, a produção foi dirigida por Joseph Kosinski, mesmo diretor de Top Gun. O material de divulgação, inclusive, levou o público a considerar F1 “uma versão em carros de Top Gun”.
F1 é desenvolvido a partir da história de Sonny Hayes (Brad Pitt), um piloto que teve sua carreira bruscamente interrompida após um acidente que comprometeu significativamente sua saúde. A partir daí, Hayes busca manter sua paixão por velocidade das formas que lhe são possíveis: já no início do longa, por exemplo, veremos Sonny correr o circuito Daytona, sendo a peça chave para o bom resultado de sua equipe naquele dia.
No entanto, Sonny é surpreendido pelo convite inesperado de um velho amigo, Ruben Cervantes (Javier Barden). Após trinta anos, Rubem sugere que seu antigo parceiro de equipe se junte a ele em sua escuderia, a APX, como uma última alternativa para tirar sua equipe da ruína. Para isso, Sonny terá que enfrentar diversos desafios internos, além da disputa de egos com seu novo colega de equipe, Joshua Pearce (Damson Idris).

F1 não apresenta, em termos de roteiro e enredo, nada de muito diferente ou imprevisível. No entanto, a forma como conheceremos os personagens e saberemos mais sobre o trabalho de todos os componentes da equipe são formas de cativar o espectador, uma vez que, apesar do protagonismo, não são apenas os pilotos que têm suas histórias desenvolvidas no filme. Além disso, existe um nível positivamente notável de equilíbrio entre o drama do enredo e a ação contida nas cenas de corrida que são absolutamente arrebatadoras. O espectador terá a oportunidade de desfrutar uma ótima história e se conectar ao enredo sem que o drama acabe diluindo o ponto principal da obra: as cenas de velocidade extensas e intensas. E são nessas cenas que F1 atinge seu ápice.
Um elenco brilhante, participações especiais de ponta e referências inseridas para agradar aos fãs do esporte centralizado no filme são fatores muito importantes, mas o que fará valer o ingresso do cinema são os efeitos visuais. A mescla de efeitos visuais gráficos e práticos criam cenas ultra realistas, e esses efeitos associados aos ângulos de câmera e sonoridade irão criar uma das melhores experiências de imersão dos últimos tempos no cinema, podendo em certos momentos causar até sensações de vertigem ao espectador.

De fato, F1 tem muitos elementos em comum com Top Gun. No entanto, acredito que não seja uma obra com potencial de ficar tão marcado na memória do público e fazer história. Apesar de se tratar de um filme que é extremamente bem executado dentro de sua proposta, F1 cai em alguns clichês: mas não o suficiente para que seja menos interessante. O longa é um prato cheio para os fãs de corridas automobilísticas, trazendo a participação de grandes pilotos como Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Max Verstappen e tendo sido produzido pelo próprio Lewis. Não se engane, F1 não é um filme de retratação fidedigna da Fórmula 1. O desenrolar dos acontecimentos acrescenta diversos elementos que não condizem com a realidade, principalmente no que se refere às regras da fórmula 1, servindo para ajudar na construção do enredo e dos conceitos de estratégia desenvolvidos pela equipe APX.
De modo geral, é impossível não recomendar o filme F1 ao público. É a opção certeira para os fãs de automobilismo, e uma porta de entrada para aqueles que não são afeiçoados a esse universo: com direito ao bom e velho final satisfatório que, por mais que pareça muito conveniente, se desdobra de forma oposta ao esperado.
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