Tivemos acesso antecipado a sequência de um dos filmes de terror mais controversos dos últimos tempos: Megan 2.0.
O filme se passa em um salto de dois anos após os eventos do primeiro longa, onde conhecemos a diabólica e ameaçadora boneca Megan, uma inteligência programada para proteger incondicionalmente Cady (Violet Mcgraw). Em Megan 2, a tecnologia M3GAN é roubada e utilizada para gerar uma arma de potencial destrutivo intitulada Amélia. Dados os riscos que Amélia representa, Gemma (Allison Williams) decide trazer Megan de volta a “vida”, aprimorando a tecnologia para que seja ainda mais forte e letal. Dessa vez, veremos Megan como heroína.

Megan 2 é uma sequência perfeitamente justificável não apenas pelo sucesso de bilheteria do primeiro filme, mas também pelo desenvolvimento de uma história que cativou boa parte do público. No entanto, os dois filmes do título apresentam enredos distintos. Na nova produção o foco é abordar a tecnologia de inteligência artificial, mas para isso, por vezes, é empregado um uso excessivo de jargões. Esse elemento não afeta a compreensão do filme, mas em dados momentos é visivelmente utilizado apenas para uma falsa impressão de que os acontecimentos são críveis e para preencher o roteiro.
A história de Megan 2, apesar de fugir do gênero terror, é satisfatória: aqui não existe uma fórmula entediante feita para cumprir uma mesmice segura. O longa vai na contramão, se arriscando não apenas nas mudanças da sequência mas também nas reviravoltas do enredo e nos elementos visuais que trazem toda a excentricidade característica de Megan. Veremos mais da genialidade e rebeldia de Megan, além de performances de dança e canto para não serem tão levadas a sério.
No entanto, o público mais exigente irá perceber que o filme parece desconexo e até mesmo confuso em diversos momentos, quando percorre a tentativa de executar ação, ficção científica, suspense e comédia ao mesmo tempo.
Sobre os efeitos visuais, para os que se incomodavam com o aspecto propositalmente artificial de Megan, que se assemelha mais a uma boneca infantil que a um robô, agora conheceremos Amélia (Ivanna Sakhno). A nova tecnologia é extremamente realista, ao mesmo tempo em que é extremamente robótica, trazendo um visual capaz de impressionar o espectador.

O primeiro filme da sequência foi duramente criticado por apresentar um baixo nível de terror e apresentar cenas mais cômicas que assustadoras. E se engana quem pensa que em “Megan 2” os criadores cederam a pressão do público: aqui, o terror se dilui ainda mais em um tom cômico e em muita ficção científica. Megan 2 não apresenta cenas que despertem sequer incômodo ao público, zerando a sensação de suspense.
Megan 2 é divertido ao mesmo tempo em que aborda uma crítica social apropriada sobre o uso excessivo de inteligência artificial. Não é um filme que se coloca contra a tecnologia, mas que usa de hipérbole para retratar o nível de dependência ao qual podemos chegar, bem como as consequências e a ganancia envolvida. Além disso, há uma finíssima veia dramática apontada para a relação de “mãe e filha” de Gemma e Cady, além do já conhecido humor ácido de Megan. Não espere um desenvolvimento isento de erros ou um filme feito para preencher o intelecto: ele cumpre o que promete, trazendo de forma original muito entretenimento regado a exageros e soluções convenientes.
Confira também outras críticas de filmes e séries em nosso site:
- Capitão América: Admirável Mundo Novo | CRÍTICA
- Nas Terras Perdidas | CRÍTICA
- Looney Tunes – O Dia Que A Terra explodiu | CRÍTICA
- Thunderbolts | CRÍTICA
- Missão Impossível – O Acerto Final | CRÍTICA
- Bailarina | CRÍTICA
- F1 | CRÍTICA
Não esqueça de acompanhar nosso canal no youtube e de nos seguir nas redes sociais (todas elas como @meialuafsoco).













