Marvel Cosmic Invasion é o novo projeto da Dotemu, desenvolvido pela Tribute Games, que está sendo lançado hoje, dia 1 de dezembro.
Graças a agência Masamune e a Dotemu, recebemos o acesso antecipado do jogo e agora você conferem nossa análise completa do mesmo.
A História
O enredo de Marvel Cosmic Invasion é bastante simples. Conforme já explicado nos materiais de divulgação, o Aniquilador, uma ameaça para todo o universo, emergiu da Zona Negativa com o objetivo de conquistar toda a galáxia.
À medida que expande seu domínio, inclusive tomando controle de algumas figuras conhecidas da Marvel, seus olhos se voltam para a Terra, e cabe aos nossos heróis impedir seus planos de dominação cósmica. Essa é, basicamente, a sinopse dessa história.
Cada fase da campanha, na tela de seleção de personagens, indica quais lutadores específicos fazem parte da linha de história que está sendo contada no momento. No entanto, cabe ao jogador escolhê-los ou não.
Na primeira jogada, achei interessante selecionar os recomendados de cada fase, até mesmo para experimentar todos os 15 personagens, cumprir seus desafios e descobrir meus favoritos, além de entender quais mudanças teríamos, caso não fossem escolhidos os personagens específicos de cada fase.
No entanto, não percebi mudanças significativas na linha narrativa ao escolher os lutadores corretos.
Em suma, o enredo como um todo é legal, pois visitamos muitos locais e encontramos inúmeros personagens que os fãs de quadrinhos reconhecerão logo de cada. Porém, não é nada espetacular, como já era de se esperar.
A Cereja no Bolo: O Gameplay
Graças à demo, tivemos um gostinho da experiência de jogar Marvel Cosmic Invasion, com bons personagens disponíveis para diferentes combinações.
Na versão final, com o roster completo contando com 15 personagens selecionáveis, as possibilidades são muitas.
Com um elenco bem versátil, Marvel Cosmic Invasion implementa um estilo de gameplay em duplas que torna tudo mais dinâmico e divertido.
Basicamente, controlamos um personagem, enquanto o outro serve de assistente para estender combos e realizar outras ações conjuntas. Falarei mais sobre essas mecânicas em breve.
Cada personagem pode usar ataques básicos, que realizam combos, e ataques exclusivos. Por exemplo, o Capitão América joga seu escudo, o Homem-Aranha lança teias e o Pantera Negra usa suas lâminas de vibranium; também é possível esquivar ou se defender (dependendo do personagem), pular e usar ataques especiais, que consomem toda a barra de foco.
Os controles são bem fáceis de entender e respondem muito bem. Inclusive, recomendo fortemente que dêem uma olhada na lista de movimentos básicos e específicos dos lutadores para entender melhor o que cada um pode fazer e, assim, extrair o máximo dos seus favoritos.
No início, pode parecer um pouco confuso, principalmente ao mesclar o combate do personagem principal com o assistente e alternar entre ambos. No entanto, logo pegamos o jeito.
Quando nos habituamos às mecânicas básicas e avançadas do jogo, o nível de diversão cresce exponencialmente, considerando as combinações e combos bem elaborados que podemos fazer com os personagens.
Existem muitos momentos em que enfrentamos uma boa quantidade de adversários na tela, que podem ser bem complicados dependendo da situação. Passar por todos eles, combinando as habilidades dos dois personagens, traz uma sensação única.
Eu simplesmente adorei a jogabilidade, os personagens e o conceito de usarmos duplas, que faz toda a diferença aqui.
Como Funcionam as Assistências
A propósito, em relação às ações de assistência, essa mecânica foi um acerto gigantesco da Tribute Games.
Após escolhermos nossa dupla e iniciarmos a jogatina, podemos ver uma barra azul logo abaixo da barra de vida do personagem.
Essa é a barra de foco, utilizada para executar os ataques especiais de cada um e chamar assistências para auxiliar na batalha.
Temos quatro tipos de assistência, basicamente:
- Assistência de combo: como o próprio nome sugere, chama o segundo personagem para atacar junto do principal, estendendo seus combos.
- Assistência exclusiva: o segundo personagem entra na tela para usar seu ataque exclusivo, que já expliquei ao falar do gameplay.
- Assistência com investida: faz o assistente entrar e usar o ataque de mesmo nome, que seria uma corrida, seguida do botão de ataque.
- Assistência especial: o personagem secundário aparece e gasta toda sua barra de foco usando seu ataque supremo.
Como vocês podem ver, as possibilidades são muitas, e saber usar bem ambos os personagens é crucial para superar os desafios de cada fase.
Outro ponto interessante é que podemos trocar os lutadores durante os combos, onde o secundário se torna o principal, entra em cena atacando os inimigos, e podemos realizar essa troca quantas vezes forem necessárias.
É incrível poder testar as diferentes combinações de lutadores, que variam entre os mais porradeiros, como o Pantera Negra e o Wolverine, e aqueles que possuem armadilhas para paralisar os inimigos, como o Homem de Ferro, até os mais pesados que causam muito dano, como a She-Hulk e o Bill Raio Beta.
Tenho certeza de que vocês, assim como eu, irão experimentar muitas combinações distintas até encontrar sua favorita. Os que mais gostei foram Pantera Negra, Wolverine e Motoqueiro Fantasma Cósmico, até o momento.
Subindo o Nível dos Lutadores
Outro fator importante dentro do gameplay é a possibilidade de subir o nível de cada personagem.
À medida que avançamos na campanha ou jogamos o modo arcade, os lutadores que usamos naquela partida específica ganham experiência.
Ao subir de nível, podendo chegar até o 10, algumas recompensas distintas são destravadas, como aumento da vida máxima, aprimoramento da barra de foco, ativação de uma habilidade passiva única para cada personagem e desbloqueio de uma cor específica.
É extremamente valioso evoluir cada embalagem, especialmente para encarar o modo arcade após a campanha, e eu, particularmente, gostei desse aumento, pois um dos meus passatempos, fora a campanha, está sendo levar cada personagem ao seu nível máximo.
Gostei bastante disso.
Inimigos e Chefes
Nas minhas primeiras impressões sobre a demo de Marvel Cosmic Invasion, levantei uma preocupação sobre a dificuldade do jogo, tendo em vista que as duas primeiras fases, com a dupla certa, foram relativamente fáceis.
Contudo, já na versão final, minha visão sobre isso mudou completamente.
Temos, sim, algumas fases mais fáceis que outras, mas não demora muito para que as coisas se complicarem à medida que novos inimigos são introduzidos.
Enfrentamos desde soldados do Aniquilador, sentinelas dos X-Men, simbiontes menores e outros monstros. No entanto, alguns desses grupos podem causar uma boa dor de cabeça.
Todos eles foram muito bem pensados, e seu design é bastante criativo, assim como os tipos de ataques que utilizam.
Se nós ficamos muito fortes utilizando dois personagens no jogo, contando com assistências e tudo mais, os adversários também não se deixam abater ao se unir e até usar elementos do cenário para nos atrapalhar.
As coisas se tornam um pouco mais fáceis à medida que evoluímos o nível dos lutadores e liberamos seus atributos, mas ainda assim o jogo apresenta um bom desafio.
No arcade, então, que traz uma experiência mais voltada para os jogos clássicos do gênero, podemos elevar ainda mais essa dificuldade com modificadores.
Falarei mais sobre isso logo mais.
Quanto aos chefes, alguns são bem tranquilos, enquanto outros podem ser bastante desafiadores. Ao final de cada fase, como vocês sabem, temos um boss específico.
Alguns são bem conhecidos, mas não irei entregar aqui.
Essas lutas são muito bem elaboradas e exploram bem as habilidades desses inimigos. No entanto, a luta final me decepcionou um pouco em termos de dificuldade.
Alguns chefes que vieram antes apresentaram um desafio maior, na minha opinião, do que a principal ameaça desta história.
Modos de Jogo, Referências e Extras
Além da campanha principal, onde acompanhamos a história de Marvel Cosmic Invasion, temos outros menus que incrementam nosso tempo de jogo.
O modo arcade, que mencionei brevemente, nos proporciona uma experiência clássica, com vidas limitadas, continuações e sem progresso salvo.
Ou seja, caso sejamos derrotados em uma fase, precisamos começar tudo de novo.
Mas não para por aí! Nesse modo, se completarmos um cenário com pouca vida ou com um de nossos personagens mortos, o seguinte começa exatamente da mesma forma, sendo necessário cautela e torcer para que apareça um item de recuperação de vida para seguirmos adiante com mais segurança.
Dentro do modo arcade, também é possível utilizar modificadores, tanto para facilitar quanto para dificultar ainda mais a experiência.
Para vocês terem uma ideia, podemos deixar os inimigos mais ágeis, aumentar a quantidade deles em cada fase, dobrar a quantidade de vida deles, retirar a possibilidade de cura dos nossos personagens, e assim por diante.
Por outro lado, temos modificadores que nos auxiliam, como jogo livre, sem possibilidade de game over, barra de foco recarregando três vezes mais rápido, entre outros.
Enfim, temos várias opções ao jogar no arcade para incrementar ou não a dificuldade, e vale ressaltar que temos a própria opção de dificuldade disponível, onde podemos alternar entre fácil, médio e difícil, além das modificações que mencionei.
Vale muito a pena, ao finalizar a campanha, se aventurar no arcade, especialmente para evoluir os personagens, já que lá o ganho de XP é maior.
Outro modo disponível é o cofre, que basicamente traz informações sobre os lutadores e possibilita desbloquear diferentes recompensas para uso no jogo.
O laboratório de heróis apresenta cada lutador, seu nível atual, a quantidade de cores desbloqueadas e recompensas ativas, conforme o nível de cada um.
No canto superior direito, é mostrado o nível da equipe, que concede uma certa quantidade de cubos cósmicos e cores únicas para cada personagem quando alcançamos o máximo.
Já a matriz cósmica, outro menu do cofre, possibilita que nós, jogadores, utilizemos os cubos cósmicos adquiridos ao cumprir desafios específicos na campanha, explorando cenários, entre outros, para destravar os modificadores do modo arcade, diferentes trilhas sonoras, novas cores para os personagens e arquivos de história sobre cada herói e inimigo.
Esses cubos, entre outros fatores, contribuem bastante para o fator replay do jogo, justamente para que possamos desbloquear tudo o que ele tem a oferecer.
Por fim, temos os menus de arquivos de tropa e conquistas. Este último dispensa apresentações, pois, como o próprio nome já diz, são, digamos, os troféus do jogo.
Quanto aos arquivos de tropa, podemos ver informações sucintas sobre cada herói, inimigo e chefe do jogo, quais ataques utilizam e até mesmo em qual quadrinho da Marvel apareceram pela primeira vez. É bem legal.
Também é possível ouvir as músicas que desbloqueamos na matriz cósmica.
Em suma, são recursos que agregam muito ao jogo, principalmente a matriz, que nos incentiva a jogar mais para conseguir tudo, desde cores para os lutadores até modificadores para o arcade.
Senti Falta
Dentre todos os recursos disponíveis em Marvel Cosmic Invasion, um que senti falta e normalmente está presente em jogos Beat ‘Em Up é a batalha dos chefes.
Embora os cenários de Marvel Cosmic Invasion não sejam extensos, senti falta dessa opção específica para enfrentar diretamente cada chefe do jogo.
Outro modo que apareceu em Tartarugas Ninja: Vingança do Destruidor, também desenvolvido pela Tribute Games, é o modo sobrevivência, que possibilita aos jogadores se enfrentarem.
Torço para que, assim como aconteceu nas Tartarugas Ninja, essa opção também venha por meio de DLC no futuro.
Vale a Pena?
Marvel Cosmic Invasion é, sem dúvida, mais um grande acerto da Dotemu, que atuou desta vez como publisher, enquanto a Tribute Games foi responsável pelo seu desenvolvimento.
Embora tenha uma história simples e direta, é muito legal visitar diferentes locações conhecidas do universo Marvel, assim como encontrar personagens que são peças-chave dessas histórias.
Contudo, o gameplay é, sem dúvida, o ponto alto do jogo. A seleção de heróis escolhidos aqui, embora eu tenha sentido falta de alguns nomes, foi excelente.
A jogabilidade é extremamente fluida e divertida, e usar dois personagens trouxe uma gama de possibilidades que enriquecem muito a experiência, tanto pelas combinações que podemos fazer quanto pelos combos que podemos criar.
Isso, aliado a outros modos além da campanha, garante um fator replay bem interessante, seja para evoluir os personagens, cumprir desafios ou desbloquear recompensas.
O único recurso que, infelizmente, não consegui testar até o momento, foi o modo online, que pretendo conferir a partir de hoje, já que mais pessoas estarão jogando.
Se você é um amante de jogos Beat ‘Em Up, Marvel Cosmic Invasion é uma parada obrigatória. Digo mais: se você jogou a demo e adorou, a versão final do jogo será, sem dúvida, um deleite.
Marvel Cosmic Invasion foi lançado hoje (1) para PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series, Nintendo Switch e PC.
Veja também a nossa análise em vídeo do jogo:
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