O Meia Lua teve a oportunidade de participar mais uma vez da Brasil Game Show integrando a equipe de imprensa.
Considerado o maior evento de games da América Latina e um dos maiores do mundo, a BGS conta anualmente com exposições de novos jogos a serem lançados, novidades tecnológicas da área gamer, convidados nacionais e internacionais, competições ao vivo e estandes de empresas, além de espaços temáticos que atraem o público para fotos e vídeos.
Destaque em outras edições do evento, temos também a área indie, na qual o público tem acesso a demos jogáveis de jogos independentes e contato direto com os desenvolvedores. Apesar da distribuição confusa dos estandes de jogos indie, considero que ainda foi uma das partes mais interessantes da BGS em geral. Além da atenção e carisma dos desenvolvedores independentes, tivemos boas opções de jogos para teste em gêneros variados. Vários jogos da área indie não despertaram apenas o interesse em testá-los durante a feira, mas também entraram na nossa wishlist para serem adquiridos posteriormente. Acredito que essa área mereça uma maior atenção por parte dos organizadores em edições seguintes, uma vez que neste ano a área indie foi disposta de maneira desorganizada e isolada.

Outro ponto de desorganização na BGS 2025 se deu no tão divulgado “PlayStation Concert”. Apesar de entregarem uma apresentação brilhante, o atraso para início do concerto foi um dos pontos de frustração sobre a atração. Além disso, a desorganização na disposição das cadeiras acarretou em transtorno para o público, que em boa parte saiu insatisfeito não apenas por perder parte do evento para esperar o início do PlayStation Concert, mas também pelo desconforto de “disputar” cadeiras para assistir.
Como pontos positivos, acho válido destacar a melhora no espaço de descompressão para pessoas com TEA, que além de facilidade de acesso trouxe também um ambiente mais confortável.
No entanto, o tema mais abordado nas redes sociais pós BGS foi, sem sombra de dúvidas, o conturbado Meet & Greet com Hideo Kojima. As polêmicas sobre a vinda do desenvolvedor de Metal Gear e Death Stranding começaram antes mesmo do evento, quando a divulgação de datas se deu de forma tardia, gerando transtornos para quem queria se planejar para conhecer o criador. Contudo, essa foi apenas a ponta do iceberg: o público foi informado sobre a distribuição de pulseiras de acesso no evento, mas não esperava que tais pulseiras seriam distribuídas antes da abertura dos portões para aqueles que estavam em uma fila na área externa. Com isso, grande parte do público não foi atendida, e os relatos iam de venda de pulseiras até falsificação. O caos e a insatisfação geraram grande repercussão nas redes sociais, incluindo até mesmo o relato de uma pessoa que relatou e mostrou o processo de falsificação da pulseira. Além disso, é possível encontrar vídeos que retratam o despreparo dos funcionários da BGS diante da situação, onde nenhum dos profissionais sabia sequer esclarecer o que de fato aconteceu e a razão da distribuição antecipada das pulseiras.
Acredito que a BGS ainda cumpra alguns de seus propósitos com êxito: o evento é inclusivo e acessível, além de um ambiente incrível para levar toda a família e para encontrar amigos. No entanto, vale ressaltar a necessidade de resgatar a verdadeira essência, priorizando experiências válidas para o público gamer e uma melhor organização, uma vez que o valor cobrado pelo acesso ao evento é alto. A lotação do evento, gerando filas intermináveis para acesso às atrações, é inevitável. No entanto, para manter a grandiosidade e popularidade da BGS, é preciso que tais filas nos levem a experiências realmente válidas, novidades surpreendentes e atrações de peso que façam valer a ida ao evento: o público sentiu falta da presença de grandes empresas como CAPCOM, PlayStation e Xbox.
Esperamos que em 2026 a Brasil Game Show volte melhor, mais organizada, acolhedora e principalmente que traga atrações de peso que justifiquem o título de maior evento de games da América Latina.

Não esqueça de acompanhar nosso canal no youtube e de nos seguir nas redes sociais (todas elas como @meialuafsoco).
Confira outras matérias e analises em nosso site:













