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Home Games Análises

Ace Combat 8: Wings of Theve | Análise

Alanius por Alanius
07/10/2026
em Análises, Games
AC8: Wings of Theve

Depois do lançamento de Ace Combat 7: Skies Unknown, em 2019, os fãs de Ace Combat passaram sete anos esperando por um novo lançamento numerado da franquia. Nesse ano de 2026 chega Ace Combat 8: Wings of Theve, trazendo de volta uma das franquias mais tradicionais de combate aéreo dos videogames. Contudo, será que as asas de Theve vão permitir ao jogador voar livremente por novos céus ou seria melhor continuarmos sob céus desconhecidos?

Após aproximadamente 60 horas de jogo, campanha finalizada, bastante tempo gasto no multiplayer e até meu primeiro MVP online, já temos uma boa resposta para essa pergunta.

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Apresentação

Ace Combat 8: Wings of Theve foi desenvolvido pela Bandai Namco Aces através da Project ACES, equipe focada no desenvolvimento da franquia Ace Combat. E uma coisa é inegável: a melhora visual do jogo é impressionante.

Ace Combat 7 já era um jogo visualmente impecável, contudo Ace Combat 8 leva o nível gráfico para outros céus, com perdão do trocadilho.

Desenvolvido utilizando Unreal Engine 5, o jogo apresenta uma qualidade muito superior em texturas, modelos, efeitos, iluminação e principalmente na construção dos cenários. As missões acontecem em diferentes horários e condições, algumas durante o dia, outras durante a noite, ao amanhecer ou no entardecer, fazendo com que a iluminação modifique completamente a aparência dos ambientes e das aeronaves.

Em alguns momentos, ao passar próximo de uma montanha durante o entardecer, é possível ver a luz alaranjada atingindo somente parte do caça enquanto o restante permanece escondido na sombra. Em outras missões voamos sobre verdadeiros mares de nuvens, com camadas diferentes e formações mais ou menos densas, criando uma percepção muito mais convincente da atmosfera.

ACE COMBAT 8_20261003191443

Além disso, existe uma melhora significativa na construção dos cenários e principalmente na percepção de escala.

Aqui cabe uma comparação com Ace Combat: Assault Horizon, um jogo que pouca gente gosta, mas que eu gosto bastante.

Assault Horizon abandonou Strangereal para utilizar localidades inspiradas diretamente no mundo real e, com isso, acabou trazendo uma construção diferente das batalhas, principalmente dentro de cidades. O jogo trabalhava melhor a relação entre aeronaves e ambiente do que alguns títulos que vieram depois, e é interessante perceber como Ace Combat 8 recupera parte dessas ideias.

Há mais combates acontecendo próximos de prédios, montanhas e outras estruturas que servem como referência para velocidade e tamanho. Isso é importante porque Ace Combat 7 possuía um problema de escala bastante evidente. Como muitas batalhas aconteciam muito acima do solo, sem referências adequadas, os caças pareciam muito maiores do que realmente são.

Essa percepção muda completamente depois de ver uma dessas aeronaves de verdade.

Tive a oportunidade de assistir a uma apresentação na qual um JAS 39 Gripen passou voando próximo e minha reação foi basicamente: “Nossa, como ele é pequenininho”.

Quando voltamos para alguns jogos depois de uma experiência dessas, fica evidente como a ausência de referências visuais pode alterar nossa percepção de escala.

Ace Combat 8 melhora bastante nesse aspecto. Ainda existem situações, principalmente voando entre prédios, em que os caças parecem grandes demais, contudo estamos falando de Strangereal e talvez os engenheiros de lá simplesmente façam prédios menores. Podemos fazer vista grossa.

Somando iluminação, efeitos de partículas, explosões, nuvens, modelos e construção dos cenários, Ace Combat 8 é visualmente um trabalho fenomenal.

ACE COMBAT 8_20261005044039

No entanto, a maior mudança na apresentação do jogo não está necessariamente nos gráficos, mas na maneira como a história é apresentada.

Até então, boa parte das campanhas de Ace Combat era desenvolvida de maneira passiva. O jogador participava das missões, terminava o combate e assistia às cinemáticas enquanto a história seguia sem sua participação.

Ace Combat 8 coloca o jogador dentro dessas cenas.

Boa parte das sequências é apresentada em primeira pessoa, permitindo olhar ao redor e em alguns momentos interagir com pequenos elementos ou responder algumas perguntas.

Existe uma passagem simples que explica perfeitamente a ideia. Durante uma conversa sobre a validade de um alimento, Rex está segurando uma embalagem e surge um comando permitindo que o jogador vire o pacote para conferir a data. Caso aperte o botão, ele olha. Caso não aperte, não olha.

E a conversa continua normalmente.

Esse exemplo mostra tanto o ponto positivo quanto a limitação da proposta.

O jogador participa da construção da cena, mas não necessariamente interfere na história.

Durante algumas missões também surgem perguntas que podem ser respondidas com “sim” ou “não”. Em determinadas situações isso pode gerar algum efeito imediato, como aceitar ajuda, contudo na maior parte das vezes a mudança se resume a uma fala diferente.

Alguém pergunta alguma coisa, você responde “sim” e outro personagem pode simplesmente dizer que não, desfazendo sua escolha.

Dessa forma, a participação do jogador é muito mais narrativa do que decisiva.

Nesse aspecto, Ace Combat Zero continua sendo muito mais interessante.

Ace Combat Zero possuía o sistema Ace Style, que observava a forma como o jogador se comportava durante as missões e construía diferentes interpretações sobre aquele piloto, podendo identificá-lo como mercenário, soldado ou cavaleiro.

Ou seja, a maneira como você jogava ajudava a definir quem era o personagem.

Essa é uma mecânica narrativa que nunca retornou realmente da mesma forma, e por conta disso já temos um dos primeiros argumentos contra a afirmação de que Ace Combat 8 é automaticamente o melhor jogo da franquia.

No entanto, se Ace Combat 8 não possui a mesma liberdade narrativa de Zero, ele compensa com o desenvolvimento de seus personagens.

Wings of Theve não é simplesmente o nome de um piloto. É um símbolo criado como ferramenta de propaganda.

No início da campanha, Jan Cope carrega esse título e é apresentado para a população da Federação de Usea Central como uma espécie de salvador. Contudo, quase ninguém sabe exatamente quem está por trás daquela identidade.

E esse detalhe é fundamental.

Se ninguém sabe quem é Wings of Theve, qualquer pessoa pode ser Wings of Theve.

Quando Rex assume o lugar de Cope, o símbolo continua existindo.

O homem muda, a propaganda permanece.

Esse conceito acompanha toda a campanha e funciona muito bem dentro de uma história cujo tema central é a guerra. Enquanto Ace Combat 7 trabalhava bastante com esperança e redenção, Ace Combat 8 volta sua atenção para a crueldade da guerra, suas perdas e a necessidade de criar símbolos capazes de manter pessoas lutando.

Ao lado de Rex temos Ellington Baxter, Tasha Severskaya e William Coster, membros da Joker Flight.

Baxter, chamado de Professor, é um piloto experiente e funciona quase como o braço direito de Rex. Coster é militar, músico e possui uma personalidade mais reservada. Tasha, por outro lado, era piloto de acrobacias antes da guerra e entra naquele conflito sem possuir a mesma experiência militar dos outros personagens.

E isso faz diferença.

Saber executar acrobacias com uma aeronave é bastante diferente de ser obrigado a utilizar aquela mesma habilidade para atacar outra pessoa.

O jogo explora esse tipo de conflito.

Cada personagem possui um background diferente e recebe momentos próprios de desenvolvimento. Eles mudam conforme a guerra avança, reagem às perdas, criam vínculos e fazem com que determinados acontecimentos tenham peso para o jogador.

Ace Combat 7 já havia trabalhado alguns desses elementos, principalmente utilizando perdas logo no início da campanha para mostrar que aqueles pilotos não estavam simplesmente participando de mais uma missão qualquer. Contudo, Ace Combat 8 desenvolve essa ideia de maneira muito mais consistente.

A interação com os membros da equipe produz alguns dos melhores momentos narrativos da franquia.

Nesse aspecto, Ace Combat 8 provavelmente possui o melhor desenvolvimento de personagens entre todos os jogos da série.

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Gameplay

É no gameplay que Ace Combat 8 realmente se destaca.

No PlayStation 5, o uso do DualSense altera significativamente a sensação de pilotagem. O feedback háptico e os gatilhos adaptativos são utilizados para transmitir o esforço realizado durante determinadas manobras e principalmente para diferenciar as aeronaves.

Isso não significa simplesmente olhar uma barra indicando que determinado caça possui maior ou menor mobilidade.

Você sente a diferença.

Ao executar uma curva fechada com uma aeronave menos ágil, o controle reage de forma diferente, o tempo de resposta muda e o caça parece pesado. Depois de passar bastante tempo utilizando um Su-57 Felon, fazendo post-stall maneuvers e outras manobras absurdas, voltar para uma aeronave menos ágil muda completamente a experiência.

Ela demora mais para virar, reage de outra forma e parece lutar contra a curva.

Isso é impagável.

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As aeronaves deixam de ser apenas modelos com barras diferentes de velocidade, mobilidade e defesa e passam a transmitir parte dessas diferenças diretamente para as mãos do jogador.

Além disso, a progressão da campanha utiliza uma árvore de aeronaves parecida com aquela apresentada em Ace Combat 7. O jogador recebe recursos, compra aeronaves e melhorias e, dessa forma, abre novos caminhos até chegar aos caças mais avançados.

Caso escolha o caminho correto, é possível chegar relativamente rápido em uma aeronave como o F-22A Raptor. Contudo, o jogo possui uma solução interessante para impedir que o jogador simplesmente corra até sua aeronave favorita e ignore todo o restante da árvore.

Algumas missões partem de bases terrestres, enquanto outras começam em porta-aviões.

E nem toda aeronave pode operar em um porta-aviões.

Dessa forma, você pode gastar todo seu dinheiro tentando chegar o mais rápido possível ao F-22 e descobrir, na missão seguinte, que não poderá utilizá-lo.

Então lá vai você voltar para o Super Hornet.

Essa limitação obriga o jogador a manter um hangar mais variado e experimentar diferentes aeronaves durante a campanha.

Particularmente, ainda prefiro a estrutura utilizada por jogos como Ace Combat Zero, onde era possível comprar e vender aeronaves com maior liberdade. Contudo, dentro da proposta adotada por Ace Combat 8, a limitação de operação naval funciona bem e torna a escolha de aeronaves mais importante.

Outro elemento novo são as aeronaves especializadas em Electronic Warfare.

Essas aeronaves utilizam sistemas eletrônicos para alterar as condições de combate, podendo prejudicar ataques inimigos ou melhorar o desempenho dos armamentos aliados. O EA-18G Growler é um ótimo exemplo, pois consegue manter boa capacidade de combate ao mesmo tempo em que oferece suporte para quem estiver próximo.

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E essas aeronaves podem ser absurdamente fortes.

Os benefícios não são aplicados somente ao jogador que está utilizando a aeronave. Companheiros dentro da área de atuação também podem aproveitar essas vantagens, algo que se torna especialmente interessante nas partidas online.

Isso introduz uma função clara de suporte dentro de um jogo no qual seria muito fácil simplesmente todo mundo escolher a aeronave mais forte e sair atirando.

Outra mudança importante está na utilização dos wingmen.

Durante as missões podemos emitir ordens para os outros membros da Joker Flight, pedindo para atacarem determinado alvo, atacarem inimigos próximos, agirem livremente ou fornecerem cobertura. Também é possível controlar o uso de armas especiais.

Essa interação aumenta muito a sensação de estar realmente voando junto com um esquadrão.

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Contudo, o sistema possui um pequeno problema de feedback.

Nem sempre é evidente quando os companheiros começaram a executar determinada ordem, principalmente caso estejam distantes e precisem se reposicionar. Como alguns comandos mudam quando utilizados novamente, é possível pedir para atacarem um alvo, não perceber uma reação imediata, apertar outra vez e acabar solicitando uma ação diferente.

Nada que um pequeno jogo de cintura não resolva.

Ficou perdido? Pede cobertura e manda atacar novamente.

Pronto.

Apesar disso, fica evidente que tanto a inteligência artificial dos companheiros quanto a comunicação das ordens ainda poderiam ser melhoradas.

Além disso, durante a campanha o jogador também pode comprar aeronaves para os membros da equipe, aumentando ainda mais a interação com o esquadrão e fazendo com que a progressão não esteja concentrada exclusivamente em Rex.

Ace Combat Online

ACE COMBAT 8 – Missões on-line

No multiplayer, Ace Combat 8 traz uma experiência bastante diferente daquela vista em Ace Combat 7.

No jogo anterior, as aeronaves desbloqueadas durante a campanha também eram utilizadas nas partidas online. Ace Combat 8 separa completamente essas duas experiências.

Ao entrar no Ace Combat Online, o jogador começa uma nova progressão.

Seu piloto possui patente própria, aeronaves próprias e evolução própria. No começo temos acesso somente a opções mais simples e, conforme jogamos, ganhamos experiência, dinheiro e acesso a novos caças e melhorias.

Cada aeronave também precisa ser desenvolvida individualmente.

Dessa forma, não basta comprar determinado caça para imediatamente colocar todas as melhores peças disponíveis. O jogador precisa evoluir aquela aeronave para aumentar suas possibilidades de customização.

Essa estrutura é interessante porque impede que alguém entre no multiplayer pela primeira vez e simplesmente apareça pilotando um F-22 completamente equipado.

No início da vida do jogo isso funciona muito bem, afinal grande parte da comunidade está evoluindo ao mesmo tempo.

Contudo, existe um possível problema no longo prazo.

Daqui algumas semanas ou meses, um jogador novo poderá entrar utilizando seu F-4 praticamente sem melhorias e encontrar uma grande quantidade de jogadores veteranos com aeronaves muito mais fortes e completamente desenvolvidas.

Aí você está no vinagre.

O jogo tenta diminuir esse problema através da progressão individual das aeronaves e principalmente pela estrutura dos modos online, que nem sempre coloca os jogadores em confronto direto.

Os principais modos são Co-Op Assault e Co-Op Warfare.

No Co-Op Assault, duas equipes de quatro jogadores enfrentam inimigos controlados pelo jogo e competem pela maior quantidade de pontos. Todos estão cumprindo basicamente o mesmo objetivo, contudo as equipes disputam entre si pelo melhor desempenho.

O Co-Op Warfare utiliza uma estrutura semelhante, porém adiciona PvPvE.

Ou seja, além dos inimigos controlados pelo jogo, os membros das duas equipes também podem atacar uns aos outros.

Foi nesse modo que consegui meu primeiro MVP.

E ele é extremamente divertido.

Caso o jogador não queira enfrentar diretamente outros pilotos, ainda pode simplesmente cumprir os objetivos da missão. Contudo, se decidir caçar a outra equipe, a experiência muda completamente.

Essa estrutura também ajuda jogadores iniciantes. Mesmo utilizando uma aeronave mais fraca, você ainda possui companheiros e objetivos PvE que permitem contribuir com o time.

A não ser, é claro, que você tenha o azar de cair em uma equipe em que todo mundo está de F-4.

Aí não tem muito o que fazer.

Após algumas partidas também podem surgir missões especiais chamadas Scramble e Emergency Sortie.

Scramble coloca os jogadores contra forças inimigas particularmente fortes, enquanto Emergency Sortie funciona praticamente como uma batalha contra chefes, utilizando as tradicionais superarmas da franquia.

Além das recompensas maiores, essas missões possuem um elemento especialmente interessante para fãs antigos: elas reutilizam situações, cenários, inimigos e músicas de outros jogos.

Em alguns momentos, quem passou dezenas de horas em Ace Combat 7 vai reconhecer imediatamente onde está.

Você entra na missão, olha o cenário, começa a ouvir a música e percebe que conhece aquilo.

Esse é um fan service que funciona justamente porque o jogo não interrompe a partida para apontar a referência. Ela simplesmente existe e quem conhece vai perceber.

O multiplayer também possui eventos de Deathmatch e Team Deathmatch, além do sistema de patentes, Ace Pass e progressão das aeronaves.

Quanto mais você joga, maior é seu acesso a novos equipamentos e aeronaves, deixando claro que Ace Combat Online foi pensado como algo para manter o jogador ativo por bastante tempo.

No que diz respeito ao netcode, tive uma experiência que acabou sendo muito útil para essa análise.

Joguei parte das partidas em uma conexão ruim, utilizando Wi-Fi, com alta latência e perda constante de pacotes.

É praticamente o melhor cenário possível para descobrir se o netcode de um jogo é ruim.

E não tive problemas relevantes.

Mesmo jogando modos que envolvem PvP, não senti limitações que impedissem ou prejudicassem seriamente as partidas. Houve alguns pequenos soluços, contudo considerando a qualidade da conexão utilizada o resultado foi muito bom.

Nesse aspecto, não tenho nada para reclamar.

Áudio

A trilha sonora de Ace Combat 8 é impecável.

Ace Combat sempre foi uma franquia marcada por músicas memoráveis. Particularmente, gosto muito de Daredevil, de Ace Combat 7, contudo Wings of Theve consegue construir uma identidade própria e utilizar sua trilha de maneira extremamente integrada à narrativa.

Existe uma clara tentativa de trazer aquela sensação de Top Gun misturada com o exagero emocional quase de anime que sempre esteve presente em Ace Combat.

E funciona muito bem.

A música não serve somente como fundo para as batalhas. Ela participa das cenas, acompanha o estado emocional dos personagens e ajuda a determinar como o jogador percebe aquilo que está acontecendo.

Entre os temas que mais merecem destaque estão Shadow 22, Song of Wings -As One- e Hortus Regis Alti.

Existe também toda uma construção visual e musical envolvendo determinados personagens e esquadrões inimigos, utilizando contrastes entre luz e sombra, branco e preto e diferentes temas para estabelecer suas identidades.

Inicialmente alguns desses grupos são apresentados quase como extremistas completamente convencidos da justiça de sua causa. Contudo, conforme a campanha avança, suas motivações ganham novas nuances.

Não quero entrar em detalhes sobre cada personagem porque boa parte da experiência está justamente em descobrir o que aconteceu e por que cada um deles está participando daquela guerra.

O importante aqui é que a música ajuda diretamente a contar essas histórias.

As trilhas de Ace Combat 8 literalmente pegam o jogador pela mão e acompanham todas as nuances emocionais das batalhas.

Nas últimas missões isso funcionou comigo de uma maneira impressionante.

Eu estava literalmente chorando e atirando.

Além da trilha musical, o design de som também merece destaque.

Disparos atingindo água possuem sons diferentes daqueles que atingem superfícies metálicas, os mísseis possuem uma presença sonora diferente e as próprias aeronaves são mais convincentes.

Naturalmente, o som real de uma aeronave militar precisa ser adaptado para um videogame. Ninguém precisa destruir as caixas de som da sala toda vez que um caça utiliza o pós-combustor. Contudo, existe uma preocupação evidente em preservar as características desses sons.

Quando esse trabalho é combinado com o feedback háptico do DualSense, o resultado aumenta muito a sensação física do combate.

Conclusão

Ace Combat 8: Wings of Theve é, sem dúvida nenhuma, o ápice de muito daquilo que foi aprendido ao longo dos mais de 30 anos de história da franquia.

O jogo recupera ideias vistas em títulos anteriores, melhora elementos apresentados em Ace Combat 7, resgata conceitos que eu particularmente sentia falta desde Assault Horizon e ainda consegue criar sua própria identidade.

Visualmente é impressionante, possui músicas marcantes, um ótimo design de som e provavelmente o melhor desenvolvimento de personagens da franquia.

Contudo, é no gameplay que Ace Combat 8 realmente estabelece um novo patamar.

As aeronaves possuem comportamentos diferentes, as manobras têm peso e o uso do DualSense transforma características que anteriormente seriam apenas números e barras na tela em sensações que chegam diretamente às mãos do jogador.

Além disso, Ace Combat Online deixa de ser apenas uma extensão da campanha e se apresenta praticamente como outro jogo, trazendo progressão própria, modos cooperativos e competitivos e um sistema que oferece motivos para continuar jogando mesmo depois do fim da história.

Dessa forma, Ace Combat 8 cria uma nova régua para jogos de combate aéreo arcade. Vai ser difícil para algum título do mesmo gênero superar aquilo que foi feito aqui sem bastante esforço.

É melhor que Ace Combat 7?

Sem dúvida nenhuma.

É o melhor Ace Combat de todos os tempos?

Isso ainda precisa ser discutido.

Ace Combat Zero possui elementos, principalmente na maneira como as ações do jogador participam da construção de sua identidade e da narrativa, que nunca foram realmente superados.

Caso algumas dessas ideias fossem transportadas para um jogo com a tecnologia, gameplay, personagens e apresentação de Ace Combat 8, provavelmente teríamos um jogo ainda melhor.

Por conta disso, ainda não estou preparado para retirar Ace Combat Zero dessa disputa.

No entanto, Ace Combat 8: Wings of Theve é um dos melhores jogos de 2026, um dos melhores Ace Combat já feitos e um jogo que consegue reunir três décadas de aprendizado sem descartar aquilo que tornou a franquia especial.

Em sua tentativa de transformar um piloto em símbolo e colocar novamente o jogador no centro de uma guerra que nunca é tão simples quanto parece, Ace Combat 8: Wings of Theve se posiciona definitivamente entre os maiores da história da franquia.

Bom, já que você chegou até aqui provavelmente vai gostar dessa análise sensacional, feita pelo Caio Nobre, sobre um jogo muito bom!

E como sempre, não deixe de dar sua opinião sobre a matéria e confira nosso Canal no Youtube.

Espalhe a delícia 😉

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Tags: Ace Combat 8 campanhaAce Combat 8 gameplayAce Combat 8 multiplayerAce Combat 8 reviewAce Combat 8 trilha sonoraAce Combat OnlineWings of Theve
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