Enfim a DLC From the Ashes para Avatar: Frontiers of Pandora saiu e tivemos a oportunidade de jogá-la graças a Ubisoft Brasil.
Sendo assim, trago o que eu achei depois de experimentá-la e uma análise das novidades de jogabilidade, ambientação e muito mais.
A história
A primeira grande surpresa aqui é que, desta vez, não controlamos um Sarentu, personagem que criamos no jogo base, mas sim um personagem já estabelecido que encontramos na campanha principal: o So’Lek.
Quando iniciamos a jogatina o personagem já está no seu máximo, cheio de habilidades e recursos, até que uma tragédia acontece, novos antagonistas são introduzidos e o personagem é deixado para morrer.
Obviamente So’Lek sobrevive e, a partir daí, começamos nossa jornada de vingança e a busca por aqueles que agora estão sendo mantidos em cativeiro.
E como nosso protagonista foi gravemente ferido no início da jornada, suas habilidades acabam sendo resetadas. Com isso, nós jogadores precisamos evoluí-lo novamente.
A inclusão de So’Lek como protagonista da vez, ao meu ver, foi um grande acerto, pois o mesmo traz consigo uma maior profundidade e é muito legal ver seu desenvolvimento ao longo dessa nova campanha.
Ambientação
A ambientação é, sem sombra de dúvida, um dos pontos que mais me chamaram a atenção. O jogo base por si só já é bem bonito, e nesta nova DLC elevaram ainda mais esse potencial
O aspecto acinzentado dos cenários que visitamos, com fogo para todo lado, nos entrega uma ambientação mais sombria.
Mesmo ambientes devastados é tudo muito lindo de vislumbrar. A Ubisoft soube usar muito bem a paleta mais escura e os efeitos de iluminação para gerar essa atmosfera.
O jogo base por si só já nos entregava um mundo belíssimo. Em From the Ashes eles só aumentaram o nível, além de trazer um ritmo diferente e mais direto ao ponto nesta nova história.
Se tem algo que pode ser percebido logo de cara ao iniciar a DLC, é como essa nova jornada começa mais acelerada.
Não demora muito para que a ação desenfreada comece, envolvendo tiroteios, perseguições e confrontos contra grandes grupos de inimigos.
Se você é o tipo de jogador que curte iniciar um jogo e tem suas amarras liberadas logo de cara, essa DLC entrega exatamente isso.
Obviamente não é algo tão surpreendente assim, tendo em vista que já vivenciamos toda uma jornada com o nosso sarentu no jogo base e já estamos familiarizados com esse universo.
Contudo, no meu caso que não jogo o game a um bom tempo, eu curti essa sensação.
Novas mecânicas
O combate recebeu algumas novidades bem interessantes.
Agora é possível executar diferentes tipos de finalizações, não existentes no jogo base, inclusive contra os mecas da RDA.
Não é mais necessário usar apetrechos como luz/bomba para derrubar as máquinas, bastando apenas causar danos suficientes ou ataca-las em seus pontos vulneráveis para destravar a animação.
E como já era de se esperar, ainda mais se tratando de uma personagem como So’Lek, suas finalizações são brutais.
Nos mecas, principalmente, as animações são muito bem trabalhadas, onde o personagem acaba por arrancar o piloto da cabine e crava uma faca em suas costas e assim por diante. É bem legal.
O Ult de So’Lek
Como se não bastasse, o nosso protagonista conta com uma espécie de ultimate que pode ser ativado ao pressionar L3 + R3, chamado Instinto de Guerreiro.
Quando nesse estado, todos os inimigos ficam vulneráveis a finalizações e, mesmo atacando a distância, podemos derreter seus HP’s ao atacar de longe.
Esse recurso é disponibilidade logo no início da aventura e é extremamente útil contra grandes grupos de inimigos.
Quando esgotado, precisamos derrotar os inimigos para que a barra se encha mais uma vez, possibilitando sua utilização.
Esse foi um adendo muito bom para o personagem e um recurso de extrema importância em momentos de pressão e sufoco.
Menus e customização
Nesta DLC tivemos alguns ajustes relacionados aos menus do jogo e, mais precisamente, do nosso protagonista.
É possível ver o nível do item, os materiais necessários e o jogo nos permite fixá-los de forma que o encontremos mais facilmente no mapa.
Não é mais necessária uma bancada física para aprimorar armas e trajes, o que eu gostei bastante.
Também temos um botão para inspecionar as armas e visualizar seus detalhes por meio de pequenas animações no HUD.
As mudanças não parecem tão contundentes explicando dessa forma, mas fazem toda a diferença.
Outra mudança significativa é a árvore de habilidades de So’Lek. No jogo base, temos diferentes árvores para o nosso sarentu.
Na DLC, existe apenas uma para o nosso protagonista, bem mais enxuta e direta ao ponto.
Para conseguir estas habilidades, precisamos conquistar plaquetas, concluindo missões principais e secundárias, que acaba sendo um baita incentivo para exploração, uma vez que essa DLC adiciona algumas boas horas de jogo.
O mapa também exibe um ícone que serve como guia para os pontos de habilidade ao usar o sentido Na’vi, que facilita bastante a navegação.
Em suma, reforçando novamente, foram algumas mudanças pontuais que, ao meu ver, agregaram bastante para experiência em From the Ashes.
Vale a pena?
Depois de jogar a DLC, posso dizer que foi um experiência muito gratificante, pois a mesma entrega uma jornada deveras interessantes que, para mim, em alguns pontos, supera o jogo base.
Se você é fã da franquia Avatar, gostou bastante do jogo base e está animado com o novo filme, esse conteúdo é uma parada obrigatória.
Principalmente por colocar em foco um personagem tão bacana quanto o So’Lek que, como expliquei anteriormente, traz uma maior profundidade a trama.
Os adendos e pequenas mudanças na estrutura do gameplay trouxeram mais tempero para a aventura e a deixaram ainda mais deliciosa de vivenciar.
O maior impeditivo para os jogadores será o preço. Caso esteja bem acima do seu orçamento no momento, recomendo esperar uma promoção no futuro, ou até mesmo bundles que a Ubisoft deve anunciar em algum momento englobando todo o conteúdo.
Avatar: From the Ashes já está disponível para os consoles e PC.
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